UALGORITMO 8.1 JUNHO 2026 Junho 2026 | Page 8

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Metilação de ADN processo epigenético crucial que envolve a adição de grupos metilo( CH3) às bases de citosina em sequências específicas do ADN, geralmente em regiões denominadas ilhas CpG. Estas ilhas consistem em conjuntos de dinucleótidos CpG( citocina seguida de guanina), onde a citosina pode ser metilada. A metilação do ADN representa um mecanismo fundamental de regulação da expressão genética que é sensível a estímulos ambientais e pode ser alterada ao longo do desenvolvimento e em resposta a diferentes condições fisiológicas e patológicas.
Tratamento com bissulfito e pirosequenciação o tratamento com bissulfito é uma técnica utilizada para diferenciar o ADN não metilado do metilado, preservando a metilação original. É seguido pela pirosequenciação, uma técnica de sequenciação que deteta bases metiladas ou não metiladas ao medir a liberação de pirofosfato durante a incorporação de nucleotidos. Em conjunto, essas técnicas permitem a análise precisa dos padrões de metilação do ADN, essenciais para estudar a regulação epigenética e identificar biomarcadores em várias doenças, incluindo o cancro.
Proliferação divisão celular através da mitose que leva ao aumento do número de células.
Telómeros estruturas protetoras localizadas nas extremidades dos cromossomas que os protegem e previnem a ligação entre os diferentes cromossomas e instabilidade genética. significativa da expressão da TERT nas células, indicando que a hipermetilação de THOR é crucial para a ativação transcricional da TERT. Em ensaios usando ratinhos de laboratório, injetou-se as células de CM com a THOR metilada ou desmetilada em 2 grupos de animais para se observar o crescimento de tumores. Verificámos não só que as células de CM desmetiladas não resultaram em tumores tão grandes como não apresentavam um fenótipo histológico cancerígeno, o que sugere que a desmetilação da THOR poderá ser usada como uma potencial intervenção terapêutica neste tipo de cancro.
Conclusões e Implicações Práticas
A hipermetilação da THOR emerge como uma marca epigenética importante na tumorigénese mamária, representando um biomarcador promissor e um potencial alvo terapêutico no CM. A capacidade de diferenciar tecidos malignos desde os primeiros estágios da doença e a possibilidade de reverter a hipermetilação de THOR com ferramentas de edição epigenética como a tecnologia CRISPR-dCas9 constituem novas oportunidades para o diagnóstico precoce e tratamento personalizado no CM.
Artigo original
Apolónio JD, Dias JS, Fernandes MT, Komosa M, Lipman T, Zhang CH, Leão R, Lee G, Nunes NM, Maia AT, Morera JL, Vicioso L, Tabori U, Castelo-Branco P. THOR is a targetable epigenetic biomarker with clinical implications in breast cancer. Clin. Epigenet.( 2022) 14, 178. https:// doi. org / 10.1186 / s13148-022-01396-3
Biografia dos Autores
Joana Dias Apolónio é Doutorada em Mecanismos de Doença e Medicina Regenerativa pela Universidade do Algarve( 2019). É investigadora e gestora de projetos no Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, integrando o Grupo de investigação de Epigenética e Doenças Humanas( ABC-Ri). Também é Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve, onde leciona unidades curriculares como Epigenética, Toxicologia Genética e Problem Based Learning( PBL – Mestrado Integrado em Medicina). Atualmente está envolvida em projetos que visam o desenvolvimento de biomarcadores para diagnóstico precoce do cancro da mama e para monitorização do processo de envelhecimento.
Daniel Pestana é aluno do 1 º ano do Programa Doutoral em Ciências Biomédicas da UAlg( 3 º ciclo).
Mónica T. Fernandes é Doutorada em Ciências Biomédicas pela Universidade do Algarve e Farmacêutica especialista em Genética Humana pela Ordem dos Farmacêuticos. É Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Saúde da UAlg, onde leciona unidades curriculares como Biologia, Genética e Imunologia. Também é investigadora no Instituto de Investigação do Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve( ABC-Ri).
Pedro Castelo-Branco é doutorado em Biologia Molecular pela Universidade de Oxford( 2005), seguido de bolsas de pós-doutoramento na Universidade de Harvard e na Universidade de Toronto. Em 2014 integrou a Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas( FMCB) da Universidade do Algarve onde é atualmente Professor Associado e o investigador responsável do laboratório de Epigenética e Doenças Humanas do ABC-Ri. A sua área de investigação centra-se na identificação de assinaturas epigenéticas do processo de carcinogénese e do envelhecimento, e no desenvolvimento de abordagens terapêuticas baseadas em alterações epigenéticas. Atualmente coordena o projeto ALFA Score que consiste num estudo multiómico de base populacional sobre o envelhecimento na população do Algarve.
Ligações internet relacionadas com o grupo de investigação https:// abcri. pt / epigenetics-in-human-disease-lab / https:// algarvebiomedicalcenter. pt /
Ligações internet relacionadas com os cursos onde os autores lecionam https:// www. ualg. pt / curso / 1915 / plano