Produção biotecnológica de lipídeos e carotenóides utilizando o bagaço do sisal como substrato
teores para os mesmos constituintes ao
trabalhar com a mesma biomassa: 3,8%,
22,6%, 20,6%, 27,6% e 5,7%, apresentam
algumas discrepâncias, o que pode ser
justificado pela diferença na procedência
da matéria-prima, uma vez que tais
constituintes variam com a época e condição
de cultivo (CANILHA et al., 2012). Além disso,
tal caracterização mostra o grande potencial
do uso do bagaço do sisal, Figura 5, como
substrato em bioprocessos uma vez que
seu teor de lignina, polímero estrutural que
dificulta os tratamentos que promovem a
liberação de açúcares fermentescíveis, estar
em menor percentagem do que em outras
matrizes bastante utilizadas, como o bagaço
do caju (23,7%) e o bagaço da cana-de-açúcar
(19,01-32,4%) (LIMA et al., 2015 & CANILHA
et al., 2012).
Figura 5. Bagaço do sisal utilizado na pesquisa
Fonte: Arquivo do autor
Após a obtenção de tal informação, o
próximo passo foi realizar o tratamento ácido
da matriz lignocelulósica, tal procedimento
objetivou a ruptura da estrutura do material
para consequente liberação dos açúcares
redutores que serviriam de agente promotor
do crescimento da levedura aqui estudada.
A hidrolise ácida foi realizada a uma
temperatura fixa de 120 ºC variando-se a
concentração de ácido sulfúrico entre 1,5
a 5,5% (v/v) e o tempo de reação entre 1 a 3
h. As condições e os respectivos resultados
obtidos estão mostrados na Tabela 1.
Tabela 1. Resultados obtidos na avaliação da hidrólise ácida do bagaço do sisal
Tratamento
(1,5%, 1h) 9,76 ± 0,33
(5,5%, 1h) 18,40 ± 0,03
(1,5%, 3h) 15,37 ± 0,04
(5,5%, 3h) 28,97 ± 0,03
(3,5%, 2h) 17,65 ± 0,23
(3,5%, 2h) 13,41 ± 0,42
(3,5%, 2h) 15,36 ± 0,45
(3,5%, 2h) 15,48 ± 0,22
Fonte: Autor
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[Açúcares redutores] (g/L)
Série Iniciados v. 23