O processo de produção do conhecimento no PPGSS / UFPB: o estado da arte das dissertações de mestrado vinculadas à área de fundamentação teórico-prática do Serviço Social
de autores citados, a maioria dos autores vincula-se à área do conhecimento em Serviço Social. Assinalam-se ainda a citação de autores ligados à área da Pesquisa Social e Metodologia do Trabalho Científico, como: Minayo, Chizzotti, Gil, Severino, Triviños, Bardin e outros.
A análise dos indicadores autorais também possibilitou constatar a indicação de autores com viés pós-moderno ou mesmo pós-moderno, por incorporarem em suas discussões os“ novos” aportes teóricometodológicos de base neoconservadora, dimanados da ofensiva pós-moderna. Essa constatação é ainda insignificante estatisticamente, nas Dissertações de Mestrado do PPGSS no período de 1982 a 2010. São autores que se afirmam nas variadas expressões da Pós-Modernidade, dentre os quais, citam-se: Boaventura de Souza Santos, Zigmunt Bauman, Jean- François Lyotard, Edgar Morin, Christophe Dejours, Serge Moscovici, Manuel Castells, dentre outros.
Os autores que defendem a Pós- Modernidade em suas obras, adotam a concepção ahistórica da realidade social, descolada da noção de tempo e espaço, passado e presente, singular e universal. Desse modo,“[...] é possível concluir que na ambivalência da pós-moderna a oposição à razão é feita mediante a articulação entre um irracionalismo pautado na intuição e uma racionalidade formal, limitada às dimensões intelectivas”( CANTALICE, 2013, p. 5)
Com base nos dados referentes aos indicadores autorais, observa-se que mesmo diante de um quadro conjuntural marcado pela inserção do pensamento pós-moderno na produção do conhecimento em Serviço Social, os pensadores marxistas ainda são prevalentes na pesquisa e, consequentemente, na produção do conhecimento no Brasil. Merece ressaltar que ao comparar os resultados discutidos nos Relatórios Finais do PIBIC( vigências 2014-2015 e 2015- 2016) referentes aos anos 1990 e anos 2000, contatou-se que nessas referidas décadas já se faziam sentir as inflexões do pensamento pós-moderno na produção do conhecimento em Serviço Social. Contudo, registra-se que a pesquisa realizada na vigência 2016-2017 revelou que, nos anos de 2000 a 2010, a influência do pensamento pós-moderno nas dissertações defendidas no PPGSS vinculadas à área da Fundamentação Teórico-prática do Serviço Social apresentou-se de forma mais expressiva.( SANTOS, 2015)
Conforme se elucidou anteriormente, o pensamento pós-moderno se instaurou em diversas partes do mundo a partir da grande crise financeira dos anos 1970, a qual impactou em um processo de grandes transformações societárias, as quais estabeleceram uma nova ordem à organização do trabalho em nível mundial, isto, pelo processo de globalização derivada pela revolução nas tecnologias e pelo modelo econômico embasado no projeto neoliberal. Sobre a crise do capital e as consequências societárias, Netto( 2012, p. 416) afirma que“ Foram as profundas transformações societárias emergentes desde a década de 1970 que desenharam amplamente o perfil do capitalismo contemporâneo- está claro que planetarizado, esse capitalismo apresenta traços novos e processos inéditos”.
Tratando-se da gênese da pósmodernidade, esta teve suas primeiras expressões no campo das artes e da arquitetura, através da negação do determinismo da razão humana. Suas primeiras críticas são direcionadas a lógica cartesiana, ao pensamento de René Descartes. Na atualidade, o Pensamento Social pósmoderno se expressa no cenário político demarcado pelo desmonte dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. A Pós-modernidade traduz uma nova estética, que se manifesta na cultura capitalista, como o pastiche, o narcisismo, o hedonismo, o consumismo, a moda, o espetáculo, dentre outras expressões. Afasta-se dos paradigmas da racionalidade, estruturados pelo pensamento moderno do Projeto de Modernidade, que tem suas bases no pensamento fincado na razão.
A Pós-modernidade possui
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