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O processo de produção do conhecimento no PPGSS / UFPB: o estado da arte das dissertações de mestrado vinculadas à área de fundamentação teórico-prática do Serviço Social
a partir das ideologias pós-modernas que surgem como um“ tema espinhoso” à profissão. Para esse autor, as implicações da cultura pós-moderna no Serviço Social na conjuntura atual de crise capitalista tendem a aportar nas matrizes teórico-políticas que alicerçam o seu projeto profissional. A pós-modernidade persiste como um tema espinhoso para o Serviço Social brasileiro. A elucidação dos fundamentos e filiações intelectuais pós-modernos requer a cuidadosa apreciação-quase nunca simples – de uma literatura concebida numa polêmica constante, aberta ou velada, com as matrizes teórico-políticas que alicerçam o projeto profissional do Serviço Social, forjado no amplo movimento de recusa do lastro conservador predominante desde suas origens. Todavia, as dificuldades não se mostram apenas no plano ideoteórico; elas se“ alicerçam historicamente” nas modalidades concretas de produção e reprodução social vigentes no período de“ crise e reação burguesa”, transbordando, ademais, para esfera dos embates hegemônicos classistas.
Nesse caso,“[...] reconhecer o Serviço Social como profissão e área do conhecimento é também enfrentar o discurso que desqualifica a produção crítica sobre os macroprocessos sociais, adjetivando-a de“ produção acadêmica descolada das necessidades da prática profissional”.( MOTA, 2013, p. 1) Quanto à resistência do Serviço Social às influências pós-modernas no campo teórico e prático da profissão, Mota( Id. Ibid.) assevera: Sem desconhecer os desafios práticos operativos da profissão, e reafirmando meu ponto de vista sobre a sua condição de área do conhecimento, penso que esta dimensão, presente no Serviço Social brasileiro, particulariza-se como resistência ideológica e teórica ao conservadorismo intelectual no Brasil dos anos 2000, em face das ideologias pós-modernas e da regressão e do esforço de apagamento da razão crítico-materialista e dialética nas ciências humanas e sociais. Quanto ao indicador de áreas de conhecimento, verifica-se que à área mais incidente foi a de Serviço Social, com 70 %( 36) do total de 51 Dissertações analisadas. Conforma-se com uma incidência majoritária coerente, uma vez as produções analisadas vinculam-se à área de Fundamentação Teórico-prática do Serviço Social. Mas, questiona-se também o fato de o Serviço Social não ser a área de conhecimento dominante nas 51 Dissertações pesquisadas, posto que essas produções se vinculam à área de Fundamentação do Serviço Social, conforme se atesta na Tabela 2:
Tabela 2. Frequência de Ocorrências das áreas de conhecimento das Dissertações de Mestrado defendidas na área de Fundamentação Teórico-prática do Serviço Social do PPGSS / UFPB. João Pessoa / PB, 2016-2017.
ÁREAS DE CONHECIMENTO
1980 n
%
1990 n
%
2000 n
%
Total
N
%
Serviço Social
9
25
11
31
16
44
36
70
Educação
2
34
2
33
2
33
6
12
Saúde
-
-
1
33
2
67
3
6
Filosofia
-
-
1
50
1
50
2
4
Direito / Direitos Humanos
-
-
-
-
2
100
2
4
Gestão de Recursos Humanos
-
-
-
-
2
100
2
4
Total
11
100
15
100
22
100
51
100
Fonte: UFPB / CCHLA / PPGSS, 1982-2010.
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