Série Iniciados Vol. 23 | Page 414

O modelo conventual franciscano nordestino: aproximações com arranjos físicos de outras ordens religiosas sobretudo nas obras dos jesuítas, o arcabouço geral é muito simples, com uma fachada maneirista – do maneirismo apreendido em Portugal e nas suas colônias – e uma nave salão, de formato retangular, seguida, após o arco cruzeiro, da capela-mor. Ás vezes, a nave era ladeada por nichos ou por capelas laterais. Em exemplos mais raros e mais antigos, o corpo era formado por três naves abrigadas por um único telhado (CAMPELLO, 2001, p.55). Apesar da ausência física do transepto, a ideia da cruz definida pelo mesmo aparece nos exemplares estudados, onde é perceptível o braço maior sendo representado pelo eixo da nave única e capela-mor, e o braço menor formado pela ligação dos dois altares colaterais, à exceção da Igreja de São Bento, onde a presença de grandes arcos que dão acesso aos altares dispostos lateralmente ao presbitério sugere a cruz latina definida pelo transepto (Figuras 25, 26 e 27). Figura 22. Planta baixa do Conjunto dos franciscanos (térreo) Fonte: Arquivo do Iphan Figura 23. Planta baixa do Conjunto dos carmelitas (térreo) Fonte: Acervo Yuri Duarte Lopes, 2016 Figura 24. Planta baixa do Conjunto dos beneditinos Fonte: Lins, 2002, p.663 e 665 414 Série Iniciados v. 23