O modelo conventual franciscano nordestino:
aproximações com arranjos físicos de outras ordens religiosas
sobretudo nas obras dos jesuítas,
o arcabouço geral é muito simples,
com uma fachada maneirista – do
maneirismo apreendido em Portugal e
nas suas colônias – e uma nave salão,
de formato retangular, seguida, após
o arco cruzeiro, da capela-mor. Ás
vezes, a nave era ladeada por nichos
ou por capelas laterais. Em exemplos
mais raros e mais antigos, o corpo era
formado por três naves abrigadas por
um único telhado (CAMPELLO, 2001,
p.55).
Apesar da ausência física do transepto,
a ideia da cruz definida pelo mesmo aparece
nos exemplares estudados, onde é perceptível
o braço maior sendo representado pelo
eixo da nave única e capela-mor, e o braço
menor formado pela ligação dos dois altares
colaterais, à exceção da Igreja de São Bento,
onde a presença de grandes arcos que dão
acesso aos altares dispostos lateralmente ao
presbitério sugere a cruz latina definida pelo
transepto (Figuras 25, 26 e 27).
Figura 22. Planta baixa do Conjunto dos franciscanos (térreo)
Fonte: Arquivo do Iphan
Figura 23. Planta baixa do Conjunto dos carmelitas (térreo)
Fonte: Acervo Yuri Duarte Lopes, 2016
Figura 24. Planta baixa do Conjunto dos beneditinos
Fonte: Lins, 2002, p.663 e 665
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Série Iniciados v. 23