Análise das concepções em saúde do trabalhador para gestores de empresas privadas
dos trabalhadores e da relação que a função
exercida pelos mesmos possui com esse
adoecimento, continua sendo muito real,
assim como é apontado por Borsoi (2007). do social, do qual o trabalho faz parte, dado
que segundo Lhuilier (2013), ele é realizado
com e para os outros, sendo subordinado a um
objetivo coletivo, coordenado, organizado,
gerido e canalizado.
Fundamentação Teórica
É importante deixar claro que o
trabalho de forma isolada não é um fator
de adoecimento, mas o que pode vir a
causar este sofrimento são as condições e o
contexto no qual ele está inserido, podendo
exercer um fator de desgaste e/ou prazer
para o trabalhador, o que interfere de forma
direta na qualidade de suas intervenções
(GLANZNER; OLSCHOWSK; KANTORSKI,
2011).
Segundo Lhuilier (2013), o trabalho é
assunto de debate dentro do meio científico,
no qual se confrontam pontos de vista
diferentes sobre o que este conceito recobre,
e também a respeito do lugar do trabalho e da
sua função para o sujeito e para a sociedade.
Primeiramente sendo associado ao fardo
e ao sacrifício, o trabalho tem no seu
próprio significado um sentido atrelado ao
sofrimento³, que vem ser modificado na
época do Renascimento, onde passa a ser
visto como uma fonte de identidade e de
autorrealização humana (RIBEIRO; LÉDA,
2004). Essa associação do trabalho com o
sofrimento e com a autorrealização passa
então a mudar de acordo com a época e com
as pessoas.
De acordo com Ribeiro e Léda (2004),
o trabalho pode então ser visto a partir duas
perspectivas distintas: uma com um caráter
negativo, sendo representada pelo castigo
divino, punição, entre outros; e outra com
uma dimensão positiva, sendo representada
pelo espaço de criação, realização pessoal etc.
O que torna evidente a relação que o trabalho
tem tanto com o sofrimento quanto com o
prazer, e sendo assim, tanto com a doença
quanto com a saúde.
“O processo saúde-doença é uma
totalidade, não podendo ser reduzido ao
estritamente biológico e individual, pois a
essência do processo é o reconhecimento
de seu caráter social e sua determinação
histórica; mesmo o processo biológico
presente no processo saúde-doença, também
tem um caráter social” (OLIVEIRA, 2001, p.
143).
Como visto no parágrafo acima,
enfatiza-se aqui que o adoecimento e a saúde
não provêm apenas do biológico, mas também
Fica claro então, que ainda existe uma
certa dificuldade de relacionar o adoecimento/
saúde a função que o colaborador exerce, pois
como é trazido por Borsoi (2007), o trabalho
passou um longo período de tempo não sendo
visto como parte significativa da vida das
pessoas. E quando falamos de adoecimento
psíquico é que a coisa se complica, pois, na
medida em que o transtorno psicológico não
é algo objetivo, concreto e palpável, aumenta
ainda mais a dificuldade de estabelecer uma
relação entre o trabalho e a saúde, neste
caso, a saúde mental (BORSOI, 2007; GLINA;
ROCHA; BATISTA; MENDONÇA, 2001).
De acordo com Fernandes, Melo, Gusmão,
Fernandes e Guimarães (2006, p. 2), “Saúde
Mental e Trabalho (SMT) não é um tema
novo, porém, muito atual. Traz consigo
controversa discussão sobre seu conceito e
aplicabilidad