“Sim! A gente tem o que dizer!” (e-book) | Page 35

até a Amazônia, onde viu Jurema inerte, coberta por uma grande camada de poeira. Devido à fumaça que saia de seu corpo, os nativos presentes a abanavam com folhas de Pau-Brasil, na esperança de uma recuperação. Jaci, comovida com a cena que presenciava, orientou aos presentes um ritual que poderia fazer retornar o espírito vital ao corpo da onça, o qual foi rapidamente praticado pelos esperançosos nativos. Em alguns minutos, Jurema começou a recobrar a vida, e seu corpo foi se restaurando. Depois de revitalizada, a onça agradeceu a Jaci, explicando-lhe que, antes do ocorrido, vira os responsáveis pelo incêndio, os quais pertenciam à tribo rebelde. Diante dessa informação, Jaci prontamente a perguntou: — Onde estão esses homens, Jurema? —Eu levo você até lá! – Respondeu a onça. Ambas foram até o local e encontraram um grupo de homens com tochas, expressando um forte espírito bélico. Jurema prontamente se dirigiu a fim de libertar muitos animais que haviam sido capturados em meio à confusão, enquanto Jaci, com um único sopro, fez com que um grande vento apagasse todas as tochas. Diante de tamanha expressão de poder, todos se emudeceram e se ajoelharam, submetendo-se à vontade da deusa. Iraê, com o colar divino sobre seu pescoço, foi colocado como líder daquela tribo, para que tamanha maldade não se repetisse. 35