Maecenas
sit ALIQUAM
Terreiro de Compositores
Defendendo a bandeira do samba
Os imigrantes forçados, negros africanos feitos escravos chegam ao território brasileiro trazendo consigo farrapos de roupas e a sua cultura. Proibidos de expressar abertamente sua religiosidade, suas danças a cantorias acompanhadas por seus tambores, encontram formas e maneiras para driblar estas imposições. Uma delas se desenvolve através do sincretismo, e seus festejos geralmente aconteciam apartadas das festas do branco, nas festas profanas religiosas. Obrigados a acompanhar seus senhores, levando seus pertences, se dirigiam em romarias para as festas religiosas como por exemplo Bom Jesus de Pirapora.
Desde sempre perseguidos, estes artistas desenvolviam sua arte e cultura escondidos. As grandes defensoras e protetoras foram as Tias de Santo, como Tia Ciata no Rio de Janeiro e Tia Olímpia em São Paulo, respeitadas porque as autoridades tinham medo de sua religiosidade, principalmente por não terem o conhecimento de tal expressão. A polícia não tinha pena e descia o porrete apenas por estar levando um violão pela rua. Criou-se então vários terreiros onde estes artistas anônimos podiam expressar sua arte.
Surgimento Escolas de Samba
Surgem as Escolas de Samba, depois transformadas em Grêmios para atender as exigências do poder público. O Carnaval se transforma num grande espetáculo internacional e muitos compositores perdem os locais onde podiam apresentar suas composições e seus sambas. Estes artistas passam a se reunir nas periferias, em bares, praças, ruas, centro culturais para apresentar seus trabalhos e também rememorar os grandes sambas da história e seus compositores. Forma-se assim o embrião das Comunidades e Terreiros de Samba por toda e periferia da cidade e seu entorno, alcançando todo o estado de São Paulo.
12 Revista Samba Acadêmico Setembro 2016