RPL - Revista Portuguesa sobre o Luto 2 | Page 32

A Espera

Esperei outra noite chegar, após contigo falar,

Outra lua nascer buscando no céu seu lugar,

Esperei sentir o silêncio da noite na brisa do vento

Este quadro, onde a poesia se esconde.

Ficamos burlando distâncias,

Saudade é palavra constante,

Esqueço tudo, penso então em nós.

Nosso tempo sós.

Enquanto a cidade dorme...

No silêncio do mundo, canto meu verso.

Brinco, serei poeta. É grande a emoção.

Carrego o perfume das flores.

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