A cidade expande-se agora não apenas no espaço mas com o tempo, e a caratcterística emergente da
cidade moderna é ser continuamente activo, 24horas por dia/7dias por semana. A expansão urbana,
por sua vez, afecta a nossa experiência da cidade, que também pode ser percepcionada em termos de
segregação. O tempo, portanto, reflecte a realidade da cidade fragmentada, uma cidade “policrónica”
que opera por diferentes períodos de tempo. Assim, para o Europan 12, a ênfase está na reflexão de
ritmos e ciclos de vida dos espaços urbanos para que possam adaptar-se às mudanças, sem perder a
sua identidade, podendo desacelerar e acelerar, adaptar-se a ciclos e transformações no contexto de
um futuro incerto. Trata-se então de antecipar os inevitáveis impactos da mudança, permitindo uma
pluralidade de usos, mas permitindo também fazer uso criativo do que já existe. E, portanto, adaptar-se
ao existente conjuntamente com o desenvolvimento de visões do possível contemplando tanto a
permanência como a mudança.