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Ritmos e ciclos de vida dos espaços urbanos Isto implica, por exemplo, proporcionar novas formas de partilha de espaço colectivo e metodologias de governação, requerendo uma abordagem cronotípica, diluindo as dimensões espaciais e temporais e, por exemplo, estabelecendo projectos temporários para espaços. Significa também o desenvolvimento de uma forma sensível de planeamento urbano, onde lugares diferentes podem ser usados em momentos diferentes, e repensar a qualidade dos espaços a partir dessa perspectiva. Tal levanta a questão da "hospitalidade" dos espaços urbanos e sua transparência para os utilizadores da cidade. Também é importante pensar sobre projectos de desenvolvimento intensivo, por forma a ligálos melhor com a realidade da cidade de hoje. Considerando múltiplos usos da cidade, e em particular a questão da partilha e reciclagem de edifícios, para evitar o consumo excessivo de espaço e, assim, promover uma cidade sustentável, através da exploração do tempo em todos os seus aspectos. Na verdade, aparentemente hoje a questão do território, da cidade e da arquitetura, precisa ser pensada em relação aos prazos de utilização e de planeamento urbano. Incorporar a dimensão do tempo na política urbana é um factor que precisa de ser trabalhado, porque afecta as 2 principais características da cidade contemporânea: expansão e fragmentação.