Revista Sesvesp Ed. 133 | Page 26

NOTÍCIAS FENAVIST FENAVIST PEDE ALTERAÇÕES NO TEXTO DA REFORMA TRABALHISTA FEDERAÇÃO SE REUNIU COM O RELATOR DA PROPOSTA NA COMISSÃO ESPECIAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Jeferson Furlan Nazário, presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (FENAVIST) H á anos a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Trans- porte de Valores (FENAVIST) tem lutado por mudanças na le- gislação trabalhista. O segmento é um dos que mais sofre com decisões equi- vocadas e, às vezes, arbitrárias da justi- ça. Uma luz no final do túnel começou a surgir no final do no passado, quando o Governo enviou ao Congresso Nacional uma proposta de Reforma Trabalhista. Dentre as mudanças propostas, por meio do Projeto de Lei 6787/16, está à garantia de que as convenções coleti- vas irão prevalecer sobre o legislado. No entanto, para que a luz no final do túnel se torne um horizonte promissor, serão necessários ainda alguns ajustes. Com o intuito de colaborar e tornar as mudan- ças ainda mais adequadas às necessida- 26 Revista SESVESP des, não só do setor de segurança priva- da, mas de todos os demais segmentos econômicos, a FENAVIST apresentou sugestões para o relator da Reforma Tra- balhista na Comissão Especial da Câmara, deputado Rogério Marinho (PSDB/RN). O presidente da Fenavist, Jeferson Na- zário, participou de audiência com o par- lamentar no dia 28 de março, em Brasília, juntamente com representantes da Associa- ção Brasileira de Empresas de Transporte de Valores (ABTV) e da Federação Nacio- nal das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (FEBRAC), com o objetivo de discutir e apresentar su- gestões para o aprimoramento da proposta. Entre as sugestões apresentadas está a que propõe deixar claro que a con- venção coletiva terá força de lei, além dos casos já especificados na proposta, quando dispuser sobre: intervalo intra- jornada; cumprimentos de cotas; horário noturno; enquadramento de rescisão por culpa recíproca; e aviso prévio propor- cional, quanto à forma de cumprimento. Ao defender as alterações, a FENAVIST e as entidades parceiras reafir- maram ao deputado Rogério Marinho que os empregados e empregadores, mediante os sindicatos que os representam, conhecem o setor e por isso devem ter poderes para negociar sem a interferência de terceiros. Também foi pleiteado junto ao relator que a reforma trabalhista altere alguns ar- tigos da Lei 7.238/1984, que trata sobre a correção salarial. O argumento é de que essa lei traz penalizações para os empregadores, sem razão de ser, já que a solução pode ser negociada mediante convenção coletiva. Os representantes do setor de serviços lembraram ainda que seria fundamen- tal que a reforma trabalhista incluísse, no texto final, o trabalho intermitente. Após ouvir as demandas, o deputado Rogério Marinho se comprometeu a anali- sar os pedidos. Desde que assumiu a rela- toria da Reforma Trabalhista na Comissão Especial, o parlamentar tem demonstra- do que deve apresentar um relatório que amplie a proposta enviada pelo Governo no final de 2016, com o objetivo de me- lhorar as relações de trabalho e moder- nizar a legislação trabalhista brasileira. A proposta deverá ser votada na Câmara dos Deputados ainda em abril, e em segui- da será apreciada pelo Senado Federal. ■