Revista Sesvesp Ed. 101 - Maio / Junho 2011 | Page 45

Na adolescência, a empresa renasce longe de seu fundador e tenta estabelecer a sua independência ” te das empresas familiares são: a) concentração, por tradição, em um produto/serviço específico do qual não conseguem sair quando o ciclo de vida deste produto/ serviço entra em declínio; b) falta de planejamento estratégico condizente com a realidade da empresa; e c) brigas no processo de sucessão. Em cada fase do ciclo de vida da organização, metas diversas são estabelecidas e atingidas naturalmente. A evolução de uma fase para outra implica também a necessidade de diferentes controles de gestão. Na fase do namoro ainda não existe empresa, apenas há um sonho, é nesse momento que ocorre o nascimento das idéias e do produto/serviço. Por sua vez, na fase da plenitude a empresa é completa, possui equilíbrio entre controle de gestão e flexibilidade, o que não é comum ocorrer na empresa familiar. Outras características importantes são o compromisso e a dedicação do proprietário. A empresa não possui regras ou diretrizes específicas que indiquem para onde a empresa deva ir, tornando-se altamente flexível. Porém, qualquer decisão mal tomada pode abrir precedente e ter conseqüências para o futuro da empresa. Na segunda fase do ciclo, denominada toca-toca, a empresa está totalmente em funcionamento. Alguns dos problemas iniciais já foram solucionados, principalmente quanto ao fluxo de caixa negativo e as vendas estão aumentando. O crescimento da organização nesta fase é acelerado, no entanto, não existe uma distinção clara das funções e todos conhecem o que os outros estão fazendo. A empresa toca-toca não está organizada em torno das tarefas, mas em torno das pessoas e cresce de maneira não-planejada. Outra característica importante é de que existem muitas prioridades, gerando muitas oportunidades, mas também se cometem muitos erros. Nesta fase, a empresa passa por um processo de amadurecimento e percebe que o seu sistema administrativo não está condizente com a realidade e verifica-se que há necessidade de estabelecer um conjunto de regras e diretrizes sobre o que fazer e o que não fazer. Neste estágio de conscientização, a empresa está entrando em transição para a próxima fase, a adolescência. Na terceira fase do ciclo, a adolescência, a empresa renasce longe de seu fundador e tenta estabelecer a sua independência, assim como fazem os adolescentes com relação à sua família. Nesta fase as organizações encontram três dificuldades principais: delegação de autoridade, mudança de liderança e transposição das metas. A delegação de autoridade, nesta fase, passa a ser uma necessidade diante da nova configuração. As mudanças são inevitáveis e exigem a adequação de comportamentos para uma nova situação. A empresa incorpora um conjunto de regras e diretrizes que muitas vezes não são observadas pelos próprios mentores, contrata novos gestores/profissionais para gerenciar os processos administrativos. No entanto, muitas vezes, esse profissional não é bem aceito no meio, como também não são reconhecidos seus esforços para estabelecer diretrizes e metas com vistas ao adequado desempenho da empresa. Depois de superada esta fase, a empresa passa para o estágio seguinte, da plenitude, com mais equilíbrio, autocontrole e flexibilidade. Portanto, nesta fase deixa de ser empresa familiar e a profissionalização da gestão já é uma realidade. Por fim, vale a pena lembrar que a conquista da organização de uma nova fase, não lhe d