REVISTA MIOLO Miolo_12_05_2019 | Page 87

Figura 1: My memories of the dictatorship Brazilian arpillera, Fátima da Costa, 2012. Foto: Tony Boyle, © Conflict Textiles. Figura 2: Homenaje a los caídos / Homage to the fallen ones Chilean arpillera, Anônimo, 1970. Foto: Colin Peck, © Conflict Textiles direitos das populações atingidas pela construção de barragens, em defesa da água e da energia como bem público. Estimulados pelos contatos que tiveram com ativistas dos direitos humanos da Argentina e do Chile, membros deste grupo participaram de oficinas de Arpilleras políticas. A partir disso, difundiram a prática através de oficinas dirigidas a mulheres de todo o Brasil, que sofrem as consequências da exploração desmedida dos recursos naturais, principalmente os hídricos, para a produção de energia elétrica. Em 2015, o MAB participou da exposição Arpilleras: Bordando a Resistência, que reuniu no Salão de Atos do Memorial da América Latina obras de países da América Latina e da Europa. Em 2017, o coletivo de mulheres do movimento lançou o documentário Arpilleras: Atingidas Por Barragens Bordando a Resistência, com direção de Adriane Canan, onde são contadas algumas dessas histórias. Tanto o bordado feito com fins decorativos quanto os expressivos bordados que discutem conflitos sociais e políticos são manifestações artísticas pensadas para atingir públicos amplos. Sendo assim, agem como poderosas vias de transmissão de imagens, discursos e saberes dos coletivos e indivíduos que as produzem. O reconhecimento do impacto que essas mensagens têm no imaginário coletivo e na discussão de valores sociais colaborará para o aprofundamento do seu estudo, defesa e preservação. Figura 3: roda de bordado no Ativa Atelier. Foto: Marcos de Sá. 87