REVISTA MIOLO Miolo_12_05_2019 | Page 73

daquilo que é sabido por todos nós. farei, no entanto, a ação de empurrar o vento. quero deslocá-lo contrariar a sua força. não são mãos que estão suportando. estas mãos empurram o ombro do vento querem criar deslugares. que som sai, então? que som? que som sai no momento de empurrar o invisível? [3. assoprar o som] mais uma vez estou ao centro da cena. agora no intuito de um certo descabimento. na intenção de criar a inoperância exata de uma vibração. através de uma corrente de ar provocada intencionalmente farei a ação de assoprar o som, ou seja, de afastar por milésimos a presença dele. fazer de uma maneira capaz de retirar todo tipo de som da imagem deixá-la como uma fotografia parada estática guardando a ausência e a memória. no entanto, pelo fato de ter criado anteriormente uma ponte entre o ambiente da imagem e o ambiente da projeção não terei condições de retirar o som do ambiente da projeção. 73 sendo assim, a questão chave é: que vento sai, então? que vento? que vento sai no momento do sensível? que vento sai da imagem? que vento sente? sai então? que vento sai da sensível? i da imagem?