REVISTA MIOLO Miolo_12_05_2019 | Page 72

sobre aquilo que não tem efeito e é ineficaz. sobre aquilo que não opera. sobre aquilo que não é plausível diante de uma qualidade apropriada, oportuna. inicio aqui um certo exercício de tentar preencher as condições necessárias de ser e existir. tornar a coisa num ato imaginário capaz de alcance. [1. rasgar uma pedra] estou ao centro da cena enquanto o espectador está diante da imagem. aqui temos um plano aberto com um número considerável de objetos em cena. contar suas quantidades é capaz de distrações. a luz explode atrás mas o que importa são as mãos e o concreto. quero com isso rasgar a pedra ou melhor, rasgar uma rocha, rasgar o concreto. quero rasgar a concretude. 72 que som sai, então? que som? é possível ouvir então o rasgo de pedra se por ventura soprar um vento trazendo linguagem. [2. empurrar o vento] retorno à primeira cena. desta vez aplico a ausência. é a mesma e é outra imagem. o fato é que agora a inoperância está no plano do invisível. quero, portanto, criar uma ligação entre o ambiente em que a imagem se encontra no momento da captura e o ambiente em que se encontra o espectador no momento desta projeção. diante disso quero aqui levantar a presença que vento que vento? q no momento que vento sai