sobre aquilo que não tem efeito e é ineficaz.
sobre aquilo que não opera.
sobre aquilo que não é plausível
diante de uma qualidade apropriada, oportuna.
inicio aqui um certo exercício de tentar preencher
as condições necessárias de ser e existir.
tornar a coisa num ato imaginário capaz de alcance.
[1. rasgar uma pedra]
estou ao centro da cena enquanto o espectador
está diante da imagem.
aqui temos um plano aberto
com um número considerável de objetos em cena.
contar suas quantidades é capaz de distrações.
a luz explode atrás mas o que importa
são as mãos e o concreto.
quero com isso rasgar a pedra
ou melhor, rasgar uma rocha, rasgar o concreto.
quero rasgar a concretude.
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que som sai, então? que som? é possível ouvir
então
o rasgo de pedra se por ventura soprar um vento
trazendo linguagem.
[2. empurrar o vento]
retorno à primeira cena.
desta vez aplico a ausência.
é a mesma e é outra imagem.
o fato é que agora a inoperância está no plano do invisível.
quero, portanto, criar uma ligação
entre o ambiente em que a imagem se encontra
no momento da captura
e o ambiente em que se encontra o espectador
no momento desta projeção.
diante disso quero aqui levantar a presença
que
vento
que
vento?
q
no
momento
que vento sai