REVISTA MIOLO Miolo_12_05_2019 | Page 49

SEQUÊNCIA 6: páginas do livro A Ave (Wladimir Dias Pino, 1956). SEQUÊNCIA 7: Livro Sol (Almandrade, 2ed. 2016); Reduchamp (Augusto de Campos e Júlio Plaza, 2ed. 2009); Homenagem a Man Ray (Paulo Bruscky, 1996); Vazio (Almandrade). artistas visuais adotaram estratégias poéticas que tinham no objeto livro um campo com potência de expansão para além dos aparentes limites estabelecidos pela anatomia hermética dos livros funcionais. Contudo, foi a partir da década de 1970 que o termo “livro de artista” passou a ser usado para referenciar um tipo de obra que não poderia ser classificada facilmente como manifestação das artes visuais e, apesar de se aproximar do formato livro, muitas vezes possuía características particulares que a diferenciava do que se entendia como tal (HELLION, 2003). Várias autoras e autores 2 se arriscaram a definir limites e classificações para esse tipo de arte. Para Derdyk (2013), talvez essa busca de contornos mais estáveis para algo de natureza tão transitória e móvel, seja de fato o grande mérito de todo o debate teórico que cerca este gênero. “Há tantas definições para livros de artista quantas forem as poéticas experimentadas” (NEVES, 2012, p. 90), portanto, usaremos esse termo como um “guarda-chuva” sob o qual abrigam-se várias formas, processos e teorias relacionadas aos caminhos e experimentações realizadas com o objeto livro em Salvador, nos últimos anos. SEQUÊNCIA 8-9: imagens de mão folheando os livros de Silveira (2001), Cadôr (2016) e Derdyk (2013). (2) Paulo Silveira (2001) faz um excelente resumo do pensamento de autores e autoras como: Riva Castleman (1994), Johanna Druker (1995), Anne Moeglin- Delcroix (1997), Clive Phillpot (1982). Mais recentemente, Edith Derdyk (2012) e Amir Cadôr (2016) se destacaram entre outros pensadores do livro de artista no Brasil. SEQUÊNCIA 10: imagens do vídeo Dia de Produção, da editora Tiragem. Disponível em: https://vimeo. com/180166427