Revista Líder Coach - Setembro - Novembro - 2019 Revista Líder Coach 14 11 2019 | Page 45

Se não tivermos uma atitude genuinamente empática, não vamos nos relacionar e criar vínculos duradouros e, sem criar relacionamentos mais fortes, não faremos negócios. Eu acredito fortemente que não precisamos mentir para vender, pois quando se mente, está cometendo um erro, e isso não pode ser considerado uma venda. Não se ensina ser empático, podemos falar sobre os nossos sentimentos mais nobres e demonstrar o que é ser empático, e quais as atitudes são mais ou menos empáticas. Gosto muito de um pensamento do Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”. Simpatia é a capacidade de entender e solidarizar com o sentimento do outro, que é muito importante para estabelecermos um relacionamento de boa qualidade, porém precisamos seguir para o próximo nível que é a empatia. Empatia, segundo o Dicionário Aurélio: “Forma de identifi cação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa”, mas podemos dizer que signifi ca: se colocar no lugar da outra pessoa. O primeiro passo para ser empático é colocar que a solução do problema, desejo ou necessidade do cliente, está no topo da prioridade. As nossas metas e portfólio de produtos, soluções e serviços, são muito importantes e devemos buscar atender essa necessidade da nossa empresa, mas a nossa missão é atender o cliente, nas suas demandas. Outro ponto para ser empático, será se interessar em saber sobre a realidade do cliente, e como o seu interlocutor se sente em relação à situação que podemos resolver. Temos que calçar os sapatos do nosso cliente, só assim vamos sentir o desconforto e onde aperta o calo. Quando você tiver certeza que entendeu tudo e pode atender, seja agressivo em vendas, mas com inteligência emocional. Existem ações mais empáticas e outras não empáticas, vamos ver algumas delas, para que possamos estabelecer melhor como devemos agir para sermos verdadeiros na relação com o cliente, pois uma relação falsa ou um falso sentimento, irão aparecer rapidamente e não gerará uma relação frutífera, próspera e longa com o outro. O futuro cliente vai perceber a forma como está evoluindo a relação e a tendência será ser empático também, pois se isso não acontecer, é um sinal muito forte de que não devemos investir nosso tempo com ele. Para nos colocarmos na situação do outro, precisamos experimentar as mesmas coisas que ele está sentindo, para isso precisamos saber tudo sobre a sua realidade. Essa medida é triplamente poderosa, pois vai gerar a empatia, confi ança e vamos ter um diagnóstico muito preciso sobre o cliente. Faça perguntas, pois elas vão colaborando para seguirmos de forma assertiva a jornada com o cliente; após as respostas vá pedindo mais detalhes sobre pontos que você não entendeu ou que podem gerar confusão, por falta de conhecimento profundo no futuro. O seu interesse verdadeiro vai ajudar nesse relacionamento, você saberá muito mais do que outros que foram falar com o cliente de forma protocolar. Não vai funcionar muito bem, sair dando opinião ou cravando respostas defi nitivas na fase inicial, seja paciente e prudente. MARCEL SPADOTO é professor, palestrante, economista, contador, pós-graduado em vendas & marketing pela ESPM, especialização em negócios pela FGV, Consultor empresarial em vendas, marketing e gestão. Em 35 anos de carreira, foi executivo nas empresas: Alcatel- Lucent, Saint-Gobain, Siemens e atuou em integradores e distribuidores de tecnologia. Ocupa posições na FIA-USP, iBluezone, Câmara de Comércio do Mercosul, GRATO ABC, FCN, Sunergia, Revistas PartnerSales e Empresário Digital. LÍDER COACH 45