REVISTA LÍDER COACH Revista Líder Coach OUTUBRO DE 2015 #10 | Seite 50

O assunto mais comentado na atualidade é “a crise nas empresas”. Uma sensação de pânico se multiplica por todo o país. Os que estão trabalhando não escondem o medo de serem demitidos e os já desempregados enfrentam uma enorme concorrência por uma posição de trabalho.

Dá para sentir o clima pesado dentro das empresas, desde o diretor até o faxineiro, ninguém possui mais garantias, o sedento corte de custos vai devorando todas as áreas das empresas como se fosse a única solução de sobrevivência.

Então as empresas têm um único foco: “SOBREVIVER À CRISE” quando na verdade deveria ter como foco em “TER LUCRO COM A CRISE” E qual é a diferença entre os dois comportamentos!?

O primeiro não vê nada além de uma visão pessimista de mercado, sai cortando gastos e demitindo pessoas que na verdade ajudariam a empresa a sair do recesso, e sempre com o medíocre discurso: ”Eu já tentei de tudo”, como se o pensamento humano e sua capacidade fossem limitados como a própria economia.

Essa triste crença parece dominar o cenário e as empresas seguem com a mesma estratégia de antes, semelhante a um casal que vive uma crise no casamento, mas nunca muda seus comportamentos e atitudes, seguem culpando um ao outro, esperando uma solução externa para resolver seus próprios problemas.

Enquanto o segundo vê a crise como um desafio e entende que não é cortando e tentando acumular que se sai de uma crise, mas sim espalhando e investindo em seus funcionários novos conhecimentos e reduzindo a perda de capital intelectual. Por que esse segundo comportamento entende não sendo o mais forte a sobreviver, mas sim aquele que melhor se adapta às novas necessidades.

Se as empresas se dividem em três níveis: Estratégico, Tático e operacional o primeiro exemplo só vê o operacional. Não tem uma visão a longo prazo, enquanto o segundo sabe utilizar-se dos três níveis e se utiliza das inúmeras mentes que podem emergir com soluções inteligentes.

Vamos falar do nível operacional, onde aqueles que produzem são influenciados a pensar apenas na crise e, constantemente, são ameaçados pelo desemprego e pela crescente exigência de gerar mais resultados. Com esse nível de pensamento, que funcionário consegue produzir e gerar novas ideias e soluções?

Isso é um claro sinal de falta de uma liderança positiva. Mesmo no atual cenário vejo nas empresas esse comportamento dos operadores e líderes. Em muitas empresas que até mesmo se reduziu a jornada de trabalho e a produção, é possível constatar que o número de retrabalhos e perdas durante a produção não diminuem, ou seja, o nível operacional não foi adaptado para a nova realidade.

Em conversas informais com esses operadores constatei essa triste realidade, em que eles ficam reclamando e temendo a crise, mas não se adaptaram à nova realidade.

A empresa entrou em crise! E agora!?

Juliano Sapatin

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