REVISTA LIDER COACH | Outubro | 43
Tudo isso para dizer que o câncer de mama é considerado de bom prognóstico se diagnosticado e tratado oportunamente. Notei que o principal fator que dificulta o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. Em nosso país, a maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados correspondendo a cerca de 60% dos diagnósticos (Makluf, Dias & Barra, 2006). Em tais condições observa-se uma diminuição das chances de sobrevida, comprometimento dos resultados do tratamento e, conseqüentemente, perdas na qualidade de vida das pacientes (Thuler & Mendonça, 2005; INCA, 2006).
Todo este movimento do Outubro Rosa demonstra a madurez e preopcupação de uma sociedade onde o câncer de mama é, portanto, uma preocupação da Saúde Pública. Ou seja, alertar é a palavra de ordem! Para combatê-lo, atua formulando e implantando ações, planos e programas destinados ao controle da doença. O tratamento primário é a mastectomia, intervenção cirúrgica que pode ser restrita ao tumor, atingir tecidos circundantes ou até a retirada da mama, dos linfonodos da região axilar e de ambos os músculos peitorais. A mais frequente, em torno de 57% das intervenções realizadas, é a mastectomia radical modificada, aquela que remove toda a mama juntamente com os linfonodos axilares. Tratamentos complementares geralmente são necessários, como a radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. O prognóstico e a escolha do tratamento são embasados na idade da paciente, estágio da doença, características do tumor primário, níveis de receptores de estrógeno e de progesterona, medidas de capacidade proliferativa do tumor, situação da menopausa e saúde geral da mulher.
Claro que sabemos que os tratamentos estão cada vez mais à nossa disposição, no entanto, não podemos esquecer de considerar o sofrimento da mulher submetida ao tratamento de câncer de mama. Ao refletirmos sobre o assunto torna-se automático para nós mulheres, nos depararmos imediatamente com o que se relaciona aos significados que a doença adquire e no que ela afeta a identidade feminina. Consideramos que, diante das características e conotações do câncer de mama, a mulher que é vítima dele não só terá de lidar com a doença, seu tratamento e possíveis sequelas físicas e psicológicas, mas também ainda terá de se confrontar com os aspectos culturais relacionados à construção da identidade feminina, os quais certamente estarão envolvidos na relação com a doença, a qual possui uma história, uma simbologia e um significado social muito especiais.
Uma história que remonta do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen para a “cura” em Nova Iorque motivou todo o mundo a uma luta elegante, inspiradora e bonita. É relativamente comum – e bacana! – que as empresas conscientizem seus funcionários sobre questões de saúde em geral.
Enfim, seja qual for o investimento ou o tamanho da ação, compartilhar a importância da prevenção do câncer de mama com os funcionários, com seus vizinhos, com seus colegas e amigos, com sua famíla tem tudo a ver! Engaje-se!!! Seja mais Rosa ...
Carla Caruso. Carla Caruso - Doutoranda em Educação pela Faculdade de Educação da USP - FEUSP e Mestre em Gestão da Inovação pelo Centro Universitário da FEI São Paulo. MBA pela Business School SP e Universidade de Toronto. Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Gama Filho RJ. Atuou no Sistema Financeiro no Brasil e exterior.
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