Superação, neste contexto, significa enfrentar a perda, superar o luto e recomeçar. Não se trata de “começar novamente” e sim de um “novo começar”. O aprendizado vai além das questões empresariais, quase sempre, o empreendedor retoma sua empreitada com uma proposta inovadora e inspiradora. Vejamos os exemplos de “grandes fracassados da nossa História”: Abraham Lincoln: faliu duas vezes e perdeu cinco eleições antes de, aos 51 anos de idade, tornar-se presidente dos Estados Unidos; Akio Morita: seu primeiro produto foi um fracasso de vendas antes de a Sony tornar-se uma das empresas mais respeitadas do mundo; Lee Iacocca: demitido da Ford foi parar na Chrysler, onde foi o principal personagem da reestruturação da companhia que vivia um momento difícil; Mokiti Okada: idealizador do Museu de Arte e dos Solos Sagrados do Japão e fundador da Igreja Messiânica Mundial, enfrentou a repressão por sua atividade missionária chegando a ser preso; R.H. Macy: faliu sete vezes antes de construir uma das maiores lojas de departamento dos Estados Unidos, a Macy’s; Seichiro Honda: não conseguiu emprego na Toyota (pior para eles!); Steve Jobs: após ser demitido da sua própria empresa, criou a NeXT, reergueu a Pixar e desenvolveu iPods, iPhones e iPads; Walt Disney: não obteve sucesso como cartunista de jornal e seu primeiro estúdio faliu.
Talvez estes “fracassados” tenham sentido dor, raiva, frustração, autopiedade ou medo. Todavia, é igualmente provável que estes sentimentos e emoções não tenham sido maiores que as visões que lhes inspiravam. Sem exceção, todas as criações refletem a grandeza de seus criadores e representam valiosas lições sobre superação e resiliência. Estes exemplos não se restringem aos livros de História, estão bem perto de nós, afinal, a padaria do seu bairro importa o trigo para fabricar o seu pão de cada dia com o dólar nas alturas; a lavanderia da esquina opera com um custo de energia elétrica abusivo; a escola do seu filho enfrenta uma inadimplência de 20% por conta de pais e mães desempregados; o mercadinho que fica logo ali talvez não resista à concorrência das grandes redes. Mas, se a alma do empreendedor não for pequena (Fernando Pessoa que nos perdoe) poderemos ver nascer um novo negócio mais saudável e longevo.
Por fim, desejo sucesso a todos os leitores, compartilhando a belíssima e inspiradora visão de Benjamin Franklin: o fracasso quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta.
Andrea Guerreiro Souza | Graduada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica de Pelotas. Possui especialização em Gestão de Marketing e Gestão de Projetos, pela ESPM. Formação em Coaching Executivo Organizacional certificado pela Leading. Professora de MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Coaching, MBA em Gestão de Projetos e MBA em Gestão Estratégica de Negócios e Marketing, no Instituto Educacional do Rio Grande do Sul.
REVISTA LIDER COACH | Outubro | 37