Dessa forma é improvável que consigamos criar um método de felicidade que valha para todos. A felicidade não é uma ciência exata. Não se pode expor ou demonstrar empiricamente os seus resultados uma vez que ela se apresenta de forma única para cada indivíduo.
Acredito também que a felicidade deveria advir quando da nossa evolução intelectual e quando conseguimos que a nossa espiritualidade esteja em um gráfico ascendente, ou seja, estarmos em constante processo de mudança, não nos acomodarmos jamais em uma ideia ou conceito já estabelecido. E como é possível enxergar isso? Um caminho possível é analisar os nossos comportamentos no dia-a-dia, como lidamos com as pessoas que nos são próximas? Nós as respeitamos de fato? Procuramos entender suas dificuldades e aprendizados? O quanto somos indivíduos sociáveis e gentis para com o outro, mas não aquela gentileza forçada onde se espera um tipo de retorno benéfico ou podemos falar de algo ainda mais palpável?
Por exemplo, se consideramos o problema das necessidades hídricas, o quanto cada um de fato tem contribuído para que essa chamada crise não se agrave ainda mais? Como estamos nos comportando, estamos economizando mais, estamos conseguindo gerar menos lixos residuais, já que um dos grandes problemas da atualidade é onde descartá-los. Poderia destacar outros exemplos, mas por ora vamos nos deter por aqui.
Acredito que nos faltam, em algumas fases de nossas vidas, indicações mais precisas acerca de onde queremos chegar. Uma visão mais apurada dos acontecimentos a nossa volta, nos permitiria caracterizar melhor o que é sucesso. Como isso não está tão claro, muitas vezes tentamos preencher essas lacunas com a obtenção da felicidade ao final das nossas conquistas e de nossas buscas pela vida afora.
Fabrício Mendes | Teólogo e mediador pela Faculdade Messiânica.
Estudante de Psicanálise pela NPP. Fotógrafo formado no Senac.
REVISTA LIDER COACH | Outubro | 33