Já na chegada ao aeroporto observamos a hospitalidade dos alunos voluntários do evento, que mesmo tendo tantos afazeres durante o período de competições, sempre estavam dispostos a nos ajudar.
Na cerimônia de abertura tivemos a oportunidade de ver todas as delegações, danças típicas realizadas por alunos da escola e palestras do Dr. Jagdish Gandhi, fundador do colégio, que somaram muito à experiência, por conta de seus ensinamentos e esperança de união do mundo.
As competições - que totalizavam seis -, aconteceram em quatro dias (14 a17 de novembro). No primeiro dia, foram realizadas as primeiras etapas do Quiz de Matemática (realizado por mim e pelo Pedro), Habilidade Mental (realizado pela Stephane) e o Debate, cujo tema era: “Telefones celulares deviam ser legalizados e proibidos para menores de 18 anos” (realizado pela Alexandra). Infelizmente nessas modalidades não fomos classificados, mas agregaram valores.
No segundo dia, foram realizados o AquaChallenge-Desafio Aquático– que foi realizado por mim e pela Giovanna, a corrida robótica com obstáculos (realizada pelo Pedro e pela Rubia) e por fim o Quiz de Ciências (realizado pela Isabela e pela Rubia). Entre essas provas, fomos classificados para as finais do Desafio Aquático, obtendo o sexto lugar.
No último dia de competições, foram realizadas a segunda fase do Quiz de Ciências, onde Rubia e Isabela representaram nossa delegação nas finais, no palco do Quanta. No mesmo dia, assistimos a cerimônia de encerramento, onde as delegações mostravam um pouco da cultura de seu país. Nós realizamos um jogo de capoeira, juntamente com outras três delegações brasileiras.
Nós da delegação sabemos que esse projeto precisa continuar. Nós somos as peças que vão incentivar outros jovens a sempre lutarem por seus sonhos e acreditarem em seus projetos. Eu, Mariana, e minhas cinco colegas de delegação estamos dispostas a aumentar nosso grupo com garotas que estejam interessadas em trabalhar duro em busca do que almejam, unindo forças para que todos os projetos se concretizem.
Estamos em busca de meninas que, acima de tudo, presam o conhecimento, o aprender e que querem ser treinadas e se especializar em áreas como a de TI, mas sempre tendo em mente que são jovens e que precisam se divertir, namorar, sair com os amigos e manter a doçura que todas nós mulheres possuímos.
Um dos futuros projetos é a participação no LIYLF (London International Youth Science Forum), uma espécie de fórum científico que será realizado no período de 27 de julho a 11 de agosto de 2016, na Inglaterra. Para que isso se concretize, contamos com o apoio de patrocinadores que acreditem em nosso potencial de criar e participar em novas ações e após isso, compartilhar essas experiências com outros jovens, incentivando-os, criando assim uma rede de conhecimento é um círculo virtuoso.
Essa viagem e experiência foram incríveis e de extrema importância para a prática de outros idiomas, conhecimento de diversas culturas e de um país que apresenta uma diversidade imensa e lugares maravilhosos para se conhecer e com certeza foi o início de um grande processo de incentivo e formação de excelentes profissionais.
Finalizo com a frase: “A vida é uma viagem de três estações: ação, experiência e recordação”.
Depoimento de Stephane Nunes dos Santos
Gostaria de começar esse texto, não falando diretamente das maravilhas da nossa viagem à Índia, mas voltando um pouco no tempo para falar sobre o sonho e onde tudo isso começou.
Eu sempre tive o sonho e o desejo de reconhecimento, creio eu que muitas meninas também tenham este sonho e pensem em métodos e formas diferentes para que ele se concretize. No meu caso, não foi diferente, sempre desejei alcançar grandes conquistas, colocar o meu nome no mundo e sempre quis que fosse através da minha capacidade e não apenas pela aparência e outros aspectos físicos do tipo, pois sempre pensei que fossem passageiras – devo confessar que ainda penso assim -, porém, sempre caia no mesmo pensamento: “Ah, as pessoas que são reconhecidas pelo estudo não têm vida, estudam, estudam e estudam até não ter mais o que estudar”. E com isso, eu acabava me auto excluindo desse mundo seletivo de grandes mentes estudiosas, pois eu sou o tipo de menina que não abre mão de maquiagens, compras, festas e todas essas coisas boas da vida.
REVISTA LIDER COACH | Dezembro | 32