REVISTA LÍDER COACH N 13 - Janeiro - 2019 - Ano VI | Seite 58
AGILIDADE É CULTURA,
TALVEZ DNA
DANILO VELLOSO
Atualmente, se fala muito de
métodos ágeis que entregam mais
rápido, com maior valor, mas pouco
se aborda sobre o que é cultura ágil,
pois parece haver resistência quanto
ao modelo. Alguns questionam-se:
por que mudar se sempre foi feito
desse jeito? Outros simplesmente
dizem ser modismo. O fato é que
a discussão acende uma luz para a
perspectiva humana e percebemos
que não há agilidade quando:
• Não se sabe trabalhar em grupo;
• O objetivo não é claro e não
se tem a visão do todo ou o
indivíduo não quer ver o todo;
• Quando o membro da equipe
não tem iniciativa e
• Quando o indivíduo quer sempre
uma folguinha no tempo.
Equipes devem ser auto-organizadas
e multidisciplinares. No caso deste
último, não significa que todos
devem saber tudo de tudo, somente
que o conhecimento deve existir no
grupo. Destaco neste formato: um
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problema não é do outro na equipe; é
nosso problema. Não há espaço para
a frase “Já mandei e-mail”, tem que ir
atrás, buscar o resultado e não ter o
sentimento de “já fiz minha parte”.
O “SCRUM” é uma filosofia de
trabalho focada em planejamentos
curtos (sprints/ releases) que
contempla todos esses quesitos
de responsabilidade e trabalho em
equipe para abordar problemas
adaptativos complexos. A
comunicação deve ser constante,
transparente, portanto todos
sabem o que todos estão fazendo
e se propõem a ajudarem quando
alguém tem obstáculos, o famoso
“block”. A partir disso, o facilitador
(“scrum master” em alguns casos),
recebe a informação da equipe para
resolver os “blocks”, por isso muitas
vezes gerente de projetos e “scrum
master” são a mesma pessoa ou se
não são, os papéis são confundidos.
Na minha visão, o gerente de projetos
deve blindar a equipe para que ela
tenha foco, motivação e entrega
de resultados. A responsabilidade
continua ser da equipe e não só do
gerente. A abordagem muitas vezes
precisa ser híbrida do projeto e ágil.
Neste cenário, não há espaço para
quem não sabe trabalhar em grupo.
O pensamento de que “sozinho
faço mais rápido” não existe, pois
os resultados são construídos no
exponencial da equipe. Devemos ter
maturidade e conhecimento para
juntos entregarmos resultados.
O resultado entregue deve ser a
consequência de uma visão clara do
que devemos ter. A fala, “construção
incremental”, não necessariamente é
o garimpo diário; lógico que há uma
dose de incerteza quando se fala no
detalhe, pois há muitas formas de se
chegar a um determinado ponto.
O “dono” do produto precisa ser
alguém que inspire confiança, é a
pessoa que vai passar para a equipe
o que precisa ser feito, portando