REVISTA LÍDER COACH N 13 - Janeiro - 2019 - Ano VI | Page 45
Mas qual a razão de estarmos
falando de empoderamento
feminino como algo novo?
Na verdade, o conceito de empoderamento
como ação social coletiva de participar
de debates que visam potencializar a
conscientização civil sobre os direitos
sociais e civis é mais recente que o verbo
empoderar e, por isso, tornou-se atual.
Mas, mesmo com toda essa visibilidade
sobre o tema empoderamento
feminino, ainda temos a taxa de
feminicídio no Brasil como sendo a 5ª
maior do mundo, segundo a ONU.
Pesquisa realizada pelo site de empregos
da Catho mostra que a diferença
salarial entre gêneros chega a 53%
de desvantagem para as mulheres
no mesmo cargo e que quanto mais
alto o cargo, maior a diferença.
É preciso provocar uma disrupção para que
de fato o empoderamento feminino evolua
a passos largos. É preciso interromper o
seguimento normal deste processo, onde
mulheres adultas brigam por espaço.
É preciso romper um ciclo que se
inicia na infância, alterar a forma de
criação das meninas e meninos.
Não estou me referindo somente a deixar
que meninas brinquem de carrinho e
vistam azul e que meninos brinquem de
boneca e vistam rosa. Estou me referindo
a ensinar o conceito de igualdade de
gêneros desde o berço, tal qual se ensina
a importância da família. Refiro-me a
dar oportunidades iguais na educação,
a dar acesso às tecnologias inovadoras
para meninas, para que suas profissões
sejam resultadas de suas escolhas e
não de uma linha separatória entre
profissões masculinas e femininas.
Senhores pais, deixem de lado a forma
com que aprenderam e sejam de fato
inovadores e disruptivos aos falar sobre
gênero. Iniciem o diálogo em sua casa
para que as escolas não se tornem vilãs ao
tratar o tema. Eduquem pelo exemplo.
Como dizia o velho ditado popular,
educação vem de berço e se tratarmos
alguns temas com responsabilidade na
infância, nossas filhas não precisarão
travar batalhas para garantir a igualdade
no futuro e, com certeza, serão líderes de
excelência tanto na esfera profissional
quanto de suas próprias vidas.
Rita Rodrigues é gerente de Projetos,
formada em Análise de Sistemas pela UNIP.
MBA de TI aplicada à Estratégia,
pela FGV. Possui experiência em
Governança de TI, Segurança da
Informação, Processos e Auditoria.
45