REVISTA LÍDER COACH JUNHO DE 2015 # 6 | Página 4

wilson Nobre

É consultor de empresas, professor da FGV-EAESP, engenheiro e mestre em Administração nas áreas de Desenvolvimento de Produtos e Design Thinking. É também coordenador dos programas de formação em Teoria U no Brasil desde 2012.

Vivemos tempos exponenciais.

O que podemos e queremos fazer com tanta disponibilidade tecnológica? Qual o propósito de vida de cada um e de todos nós juntos?

Comecei minha vida profissional como técnico de calculadoras mecânicas, isso mesmo, calculadoras que faziam soma, subtração, multiplicação e divisão por engrenagens mecânicas. O ápice da engenharia foi o computador mecânico, que fazia a contabilidade da conta bancária do correntista e imprimia em uma grande ficha de cartolina. Aquela tecnologia encontrou seu limite físico de evolução a partir da era da eletrônica.

Na mesma época, no curso técnico de eletrônica no início dos anos 70, trabalhei com válvulas e peguei o final desta tecnologia, quando a miniaturização encontrou seu limite físico por causa do tamanho dos bulbos de vidro com vácuo. Depois vieram os transistores, em seguida os primeiros circuitos integrados com vários transistores em uma pequena pastilha de silício. Mais tarde, já formado em engenharia, trabalhei com programas de computação gráfica que permitiam desenhar milhares de transistores num mesmo circuito, depois milhões deles, numa velocidade difícil de acompanhar. Hoje estamos atingindo novamente um limite físico com vários bilhões de transistores em um microprocessador como os que estão nos telefones celulares e nos novos relógios-computadores. Em quatro décadas, tivemos uma melhora de 100 bilhões de vezes nos circuitos integrados, combinando aumento de velocidade e diminuição de preço. Nesse mesmo período as câmeras digitais melhoraram um bilhão de vezes combinando aumento de resolução e redução de peso e custo.

Thomas Kuhn, estudioso da história e da filosofia da ciência, mostrou como acontece a ascensão e queda dos paradigmas científicos, introduzindo o conceito de “paradigmas” que passou a ser utilizado em outras disciplinas. Quando um novo paradigma se impõe, todos os pressupostos competitivos baseados no anterior cessam e começa-se do zero novamente no novo paradigma.

Ray Kurzweil, o gênio da tecnologia e fundador da Singularity University com apoio do Google, Nasa e outros, prevê que um único computador de US$ 1.000 terá a mesma velocidade de cálculos do cérebro humano em 2023 e o poder de cálculo de toda a humanidade em 2050.

Teoria U

e o chamado

para ação

Wilson Nobre

Wilson Nobre

REVISTA LIDER COACH | Junho | 04