Mesmo com um código de conduta bem escrito, um programa abrangente de compliance, e um belo plano de governança corporativa no papel, se os líderes não praticam o que pregam sua empresa está arriscada a sofrer os efeitos da aplicação da lei e a desaprovação social se esses não agem como verdadeiros custodiantes leais à empresa. Essa lealdade exige necessariamente treinamento, vigilância e controle não só dos atos de seus próprios colaboradores, mas de seus fornecedores, agentes, parceiros e dirigentes, enfim, todos aqueles envolvidos no desenvolvimento, toda a cadeia de produção, distribuição, transporte e tudo mais que envolve sua empresa, seus serviços e seus produtos.
Como pode saber se a empresa na qual você é líder tem ou está implantando um código de conduta ética e aplicando-o adequadamente? Sua empresa está treinando, monitorando, reportando e controlando de forma efetiva os atos dos colaboradores, agentes, representantes, fornecedores, parceiros, direção, conselho, e investidores, a fim de assegurar que os atos praticados por essas pessoas são de boa-fé objetiva? Qual é o padrão ético de sua empresa? Qual o grau de lealdade com que são tratados seus fornecedores e clientes? Qual o grau de preocupação dos seus dirigentes e investidores na conduta praticada para obter os lucros de sua empresa? Quais os setores, fornecedores e representantes com maior risco? São todas perguntas que todo bom líder deveria estar se preocupando, e buscando respostas.
REVISTA LIDER COACH | Junho | 24
Ann Birosel
Americana com 37 anos de Brasil. Advogada com mais de 20 anos em gerência de área jurídica e compliance de empresas multinacionais, especializando em direito empresarial e contratual. Revisora e tradutora de artigos das áreas jurídica e financeira. Professora de inglês para estrangeiros. Aulas particulares de literatura inglesa e americana e linguagem jurídica.
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