Garotos como eu ...
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher...
São só garotos
(Leoni)
Mas deixando o garoto de lado, vamos dar uma olhada nesse desafio. O desafio de Incluir e administrar a força de trabalho diversificada.
Não é novidade olharmos uma empresa e constatarmos a diversidade de opção religiosa, de idade, de origem, de formação, de tipos físicos, de filosofia de vida, de orientação sexual e de gênero. Mulheres e homens dividem o mesmo espaço, as mesmas ferramentas, o mesmos grupo, a mesma sala. É enorme o crescimento da participação feminina no mundo do trabalho, na vida social, na igreja e nas empresas. Em menos de um século, a mulher que não podia votar (assim como negros e analfabetos) que tinha uma profissão especial chamada “do lar” ou servidos domésticos, que estava quase que totalmente ausente da política, passa a ocupar espaço fazendo-se presente em todos os setores. Segundo a Fundação Carlos Chagas, em 30 anos a participação da mulher passou de 18% para 52,4%. Vitoria! Nem tanto.
A inserção da mulher dependeu e ainda depende de inúmeros fatores é resultado de muitas forças e tramas. A principal mudança é certamente a mudança de atitudes (crenças, emoções e comportamentos) das próprias mulheres. Os movimentos sociais, a busca por competitividade pelas empresas, a aceitação da diversidade de olhares, resultaram na superação das crenças negativas e fortaleceram as mulheres proporcionando uma mudança cultural – intra e extra organizacional. Outro fator evidente é a demanda por habilidades e competências que as mulheres desenvolveram e o mercado precisa.
Mas essa é um resultado que também depende de outras questões. Concorreram u para com a entrada da mulher no mercado as políticas públicas oferecendo creche em tempo integral, o acesso ao ensino superior, o aumento de postos de trabalhos, o desemprego de várias pessoas da mesma família, o aumento da renda que permitiu que as mulheres das classes C D E contratassem apoios na própria comunidade ou mantivessem filhos e os mais velhos fora do mercado. Enfim, uma mudança radical que envolve a empresa, a sociedade, o modelo de família, a cultura, enfim o papel da mulher na trama social.
Se há oferta de candidatas, mas, há também desafios a serem superados: no contexto domésticos as mulheres seguem sendo as principais responsáveis pelas atividades “do lar” e pelo cuidado dos filhos e demais familiares, gerando um a sobrecarga que leva ao estresse ocupacional; já no âmbito da empresa, há uma negação de gênero, que leva a desmotivação, sofrimento e redução da produtividade. Não basta abrir vagas, ética e estrategicamente, é necessário incluir e promover a força de trabalho diversificada, criando e implemento políticas de gestão da diversidade visando a competividade e também a cidadania corporativa, cumprindo com a reponsabilidade social; atraindo, mantendo e motivando os funcionários; promovendo a criatividade, a inovação e resolução de problemas; aumentando a flexibilidade da organização; enfrentando problemas de comunicação; educando para a cidadania; e, transformando a organização num ambiente saudável e essencialmente comprometido com a pessoas, com a lucratividade e com a sociedade.
A MULHER
NO MERCADO DE TRABALHO
Alfredo Barbetta
REVISTA LIDER COACH | Julho | 28