Assim, há uma demanda constante, sem pausa, por atenção com o que fala, veste, com quem fala, onde vai, e que é muitas vezes inibidora da vontade das mulheres em participar do campo político. Mas também isso está mudando, ajudado por uma imprensa que vai perdendo o ranço conservador.
Adicionalmente as vantagens vistas na esfera privada, não são tão positivas na esfera pública. Por exemplo, a mudança rápida de rumo é inútil e, por vezes frustrantes, na vida pública, onde as reações da máquina são lentas e avessas à mudanças. Da mesma forma a sociedade é lenta em absorver mudanças, embora as anseie, mas somente as aceitam rapidamente as que beneficiam o particular e não as que pensam no coletivo, podendo gerar insatisfações a médio prazo, impactando as carreiras. Os homens têm mais facilidade no tocante à vida pública porque têm capacidade para garantir a permanência de uma ação adotada.
Um fato preocupante nas áreas das Tecnologias da Informação e Comunicação é a redução do antigo apelo que estas profissões tiveram nos anos 70 e 80 com sistemática queda de mulheres abraçando estas carreiras. Estudos feitos por grandes empresas de TI há já alguns anos mostram que mesmo em países desenvolvidos houve esta queda e procura razoes para este comportamento; em segmentos ainda mais técnicos, como em Pesquisa e Desenvolvimento, a participação das mulheres em atividades diretas ainda é ao redor de 26%, enquanto no total da força de trabalho este percentual atinge 47%. No setor de TI este percentual não é diferente, embora seja um dos setores técnicos onde a participação das mulheres é mais relevante. No Brasil, a presença das mulheres segue proporção similar a dos países desenvolvidos o que nos dá, portanto, bom potencial de crescimento no segmento.
Não parece haver apenas um motivo para a redução da participação feminina neste mercado de trabalho, mas a somatória deles. Alguns apontados são:
• Preconceito das próprias mães, que têm medo de ver suas filhas num ambiente muito masculino;
• Precouco incentivo nas escolas para direcionamento das meninas para áreas tecnológicas;
• Falta de brinquedos femininos que sugiram a profissão (só recentemente começaram a aparecer no mercado, o que sugere uma possível reversão da curva amis a frente);
• Etc., etc., etc...
REVISTA LIDER COACH | Julho | 25