KOKOROKUBARI KIKUBARI
TranscendenDo os limites da percepção
No mundo corporativo ocidental compartilha-mos muito da sabedoria oriental (Kanban, Kaizen, Toyotismo, Diagrama de Ishikawa, 5S e Kaikaku, que diz que não faz nenhum sentido continuarmos a melhorar processos que chegaram ao fim do seu ciclo de vida etc.). O Kokorokubari Kikubari é um tema que ainda não foi amplamente divulgado no setor industrial e de prestação de serviços. Conheci este tema a partir de estudos sobre a vida de Mokiti Okada – Filósofo japonês – 1882 – 1955.
Kokorokubari Kikubari é ser prestativo e atento. É poder enxergar o que é invisível aos olhos comuns. É transcender os limites da percepção. Muitas vezes simples, mas que nem sempre é aplicado, quer seja no ambiente pessoal ou profissional, mas que pode transformar sobre-maneira a vida dos envolvidos como demons-trado nos três cases a seguir.
Case 1 – Antecipação de atividades em um
processo de instalação eletrônica
Desde criança sempre gostava de ajudar o meu pai na manutenção da casa, consertando utensílios domésticos. Quando eu tinha 16 anos de idade estudava eletrônica e trabalhava como instalador eletrônico em uma empresa de prestação de serviços em telecomunicações, nas duas unidades do Guarujá, no litoral de São Paulo.
Sempre que tinha oportunidade aplicava o que havia aprendido com meu pai. Independente-mente de estudar eletrônica, foi nos serviços mais operacionais que me destaquei perante os meus colegas. Tinha um chefe a quem eu auxiliava na instalação de bastidores com toda a parafernália eletrônica, equipamentos muito pesados e delicados pela quantidade de componentes eletrônicos sensíveis.
O processo se iniciava pela limpeza do local de instalação, marcação, perfuração, encaixe dos bastidores e por último a passagem e conexão de cabos elétricos. Como eu já sabia a sequência de execução, eu me antecipava a cada uma de todas as etapas. Limpava o espaço antes do chefe chegar, deixava à mão todas as ferramentas momentos antes de sua utilização. Ele nunca precisou me pedir absolutamente nada. A cada passo, sendo atento e prestativo, já aplicava o conceito de Kokorokubari Kikubari, sem nem imaginar que existia tal conceito, que só vim conhecer depois de quase 40 anos.
Como resultado da dedicação e interesse tive várias promoções e, depois de algum tempo após ter saído da empresa por não haver mais este tipo de trabalho, fui convidado a participar da obra da Telefônica de Praia Grande. Nascia aí a visão de Líder Coach. Estar atento a tudo a sua volta. Não apenas perceber, mas transcender os limites da percepção como apresentado no case a seguir que, para mim foi uma das experiências mais marcantes como Líder.
Case 2 – A transformação de vidas a partir de um
BOM DIA
Nunca digo bom dia a quem quer que seja. Sempre digo: “Bom Dia! Bom Dia!”. Muitas vezes as pessoas apenas cumprimentam as outras só da boca pra fora. Outros nem percebem que foram cumprimentados. É como no aeroporto. “Dim! Dom!”, para então ser divulgada uma mensagem. Caso contrário a frase mais dita nesse ambiente seria: “Você ouviu o que ela disse?”, referindo-se à moça de bela voz que transmite as mensagens de vôos e afins.
Estava eu no meu pessoal duplo "Bom Dia" quando percebi que uma funcionária não estava
bem. E disse isso a ela. – Você não está bem.
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