REVISTA LÍDER COACH FEVEREIRO 2015 # 2 | Seite 22

A efetividade de diferentes

tipos de aprendizagem

Quanto menor o envolvi-mento dos treinandos no processo de aprendizagem, menor é o seu grau de retenção de conhecimento.

“Houston, temos um problema...

Não sabemos aprender”

Fonte: NTL Institute for Applied Behavioral Science

Ninguém discorda que, apesar de os ambientes corporativos serem excelen-tes meios de aprendizado, pois nos confrontam com a realidade das organi-zações, seus desafios e oportunidades. É um fato também que estes mesmos ambientes são, simultaneamente, luga-res muito hostis, muitas vezes desérti-cos, áridos, onde decisões de sobrevi-vência devem ser tomadas a todos os instantes e onde não há muito espaço para a inovação, para a experimentação, para o “sonhar acordado”.

Líderes se deparam constantemente com o paradoxo de ter que desenvolver equipes criativas, flexíveis, que consigam trabalhar efetivamente em equipe, não apenas entre si, mas muitas vezes com colaboradores de outras áreas da empresa e até mesmo com parceiros externos de negócios. Deve criar empatia, priorizando tarefas de forma adequada, mantendo uma comunicação eficiente e construtiva, isto é, valorizando o “ser humano” como um dos seus principais recursos. Do outro lado estão os objetivos de negócio, a alta competitividade, o senso de urgência, o individualismo que cerca aqueles que buscam apenas atingir suas metas.

Como conciliar e fomentar o aprendizado, a troca de experiências, e até mesmo experimentar novos conceitos, padrões, se somos sugados por um dia a dia carregado, onde não conseguimos enxergar o papel do outro dentro do processo (e muitas vezes não conseguimos entender o nosso próprio papel, neste caso, gerando angústias, frustrações e o medo de uma possível demis-são)?

Domenico De Mais – Sociólogo italiano contemporâneo - em sua obra “O Ócio Criativo” propõe que o ócio, longe de ser negativo, pode ser um fator estimulante para aumentar a criatividade pessoal. O lazer associado ao lúdico, por sua vez, possibilita ao indivíduo experimen-tar, romper barreiras conceituais pré-existentes e, de uma forma segura, testar novos conceitos e teorias.

Mas como então os líderes podem criar ambien-tes de aprendizado baseado no ócio criativo e construtivo para suas equipes, buscando esti-mular a criatividade e geração de novas ideias e soluções para os problemas do dia a dia, sem que se perca o foco nas metas e nos objetivos do negócio? Como canalizar esta energia e concentrá-la para as mudanças comportamen-tais desejadas?

Dinâmicas de Simulação são uma resposta a estes anseios. Uma simulação de negócio é um modelo dinâmico, real ou hipotético, com elementos e e a discussão essenciais de um sistema, processo ou ambiente. É uma ferramen-ta efetiva, quando apoiada por uma metodologia

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