COMO AS MELHORES EMPRESAS
PARA TRABALHAR SE DESTACAM
EM MOMENTOS DE CRISE
Todo momento de crise oferece também grandes oportunidades. Segundo o Edelman Trust Barometer 2015, as empresas são as instituições em que os brasileiros mais confiam. E isso não é por acaso.
Algo está mudando. Vemos hoje o surgimento da “Era das Melhores Empresas” – uma nova época em que empresas finalmente começam a perceber que no centro dos modelos de negócio mais competitivos estão as pessoas.
Mas será que um excelente ambiente de trabalho é capaz de ajudar empresas em um momento de crise? Para responder essa pergunta, separamos as dez primeiras colocadas de cada uma das três categorias de empresas (Grandes, Médias Multi e Médias Nacionais) premiadas na lista nacional das Melhores Empresas para Trabalhar em 2015.
Analisando os dados divulgados, essas empresas faturaram juntas 43 bilhões de reais em 2014, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior – e noventa vezes maior que o tímido crescimento de 0,1% do PIB brasileiro. Este ano, com a variação negativa prevista para o PIB, a discrepância será ainda maior.
Como essas empresas crescem em um momento de retração da economia? Além de terem modelos sólidos de negócio, os colaboradores estão no centro deles. Se esses funcionários gostam do que fazem e da empresa em que trabalham, é natural que eles deem o melhor de si. Especialmente em tempos de crise, farão todo o possível para ajudar a empresa – afinal, existe um vínculo emocional e um sentimento de gratidão no relacionamento entre as partes.
Para ilustrar este ponto, analisaremos duas organizações: SAMA e Elektro, as primeiras colocadas nas categorias “Médias Nacionais” e “Grandes”, respectivamente. Ambas as empresas iniciaram um trabalho pioneiro há alguns anos e lideram o caminho rumo à Era das Melhores Empresas.
Com base na pesquisa GPTW e avaliações internas, de 2007 para 2008 a SAMA transformou seu modelo de gestão em um participativo, que conta com o envolvimento direto e participação dos colaboradores, que formulam a estratégia da empresa em conjunto com os líderes.
Na Elektro, a mudança veio em 2011, quando Marcio Fernandes assumiu a presidência da companhia e o foco principal da empresa mudou, de melhorias técnicas para melhorias no ambiente de trabalho.
Em sete anos, a SAMA mais que dobrou seu faturamento. A Elektro, em apenas quatro anos, transformou os já impressionantes 4 bilhões de reais em quase 6,5 bi – mais de 50% de aumento. Em 2014, ano de crise, ambas as empresas anunciaram os maiores faturamentos de suas histórias. Outra prova de que investir nas pessoas faz bem (e muito!) para os negócios.
É animador ver que as empresas estão despertando para essa nova realidade. Um sinal disso é que tanto a Elektro como a SAMA são constantemente procuradas por empresas de todos os tamanhos, de dentro e de fora do Brasil, para mostrar como esse novo modelo de negócio funciona.
REVISTA LIDER COACH | Agosto | 34