REVISTA LÍDER COACH ABRIL DE 2015 # 4 | страница 28

Colaboração

em projetos

Ao longo da minha carreira participei de muitas iniciativas onde a colaboração entre áreas ou equipes era imprescindível. Até certo momento, minha visão de colaboração sempre esteve ligada a executar a melhor entrega para que o dono do próximo processo da cadeia tivesse bons insumos para realizar seu trabalho. Entregar o melhor e dar suporte, caso necessário, eram visões unânimes sempre que discutíamos o tema. Em alguns momentos, extrapolávamos um pouco este conceito e chegávamos a conclusão de que empatia também era uma forma de colaboração. Afinal, colocar-se no lugar do outro era o mesmo que prever o que ele precisava ou quais as dificuldades que ele teria para executar suas tarefas.

Será que esse conceito funciona mesmo? Garantir a minha parte e esperar que o outro, com os insumos oferecidos, faça seu melhor. No cotidiano empresarial nem sempre percebemos a deficiência deste conceito.

Definir os melhores requisitos de projetos não garante que a entrega seja perfeita. Posso entregar minha parte no prazo e dentro do que foi requisitado, mas se outra atividade do projeto não for entregue conforme especificado, o projeto poderá estar fadado ao fracasso.

Logo, fui percebendo que colaboração era mais do que simplesmente entregar o melhor.

Porém nenhum curso ou debate corporativo conseguiu me transmitir o conceito de forma tão intensa quanto a minhas participações em atividades de lazer em grupo.

Ao participar de um grupo de teatro amador, pude vivenciar a colaboração de perto. Uma peça de teatro só obtém sucesso se tudo funcionar independentemente de quem realizou cada parte. Um espetáculo só receberá seus merecidos aplausos e reconhecimento da bilheteria se tudo estiver perfeito aos olhos de quem assiste. Se por algum fator, um ator não conseguir executar seu papel o outro assume imediatamente a cena, contando com improviso para dar sequencia ao roteiro. O ator que falhou, por sua vez, também tem que usar novas habilidades para continuar com base no improviso criado, assim juntos poderão garantir que a plateia não perceba que houve falha.

Os atores estão preparados para mudar suas próprias entregas, neste caso falas ou interpretações, em tempo real, para garantir que o resultado da cena seja impecável. Essa colaboração garante o sucesso da entrega.

Vivenciei a mesma experiência participando de apresentações de um grupo de dança e desfilando em uma escola de samba. Na dança, seja no palco ou na avenida, o espírito colaborativo chega a emocionar. Como a observação dos jurados é sempre pelo conjunto da obra e nunca pelo desempenho individual, os participantes estão atentos o tempo todo e preparados para agir em conjunto com o grupo.

Em projetos corporativos essa colaboração também é imprescindível. Afinal, o resultado de um projeto não é feito de uma sequencia de entregas. As atividades de um projeto estão interligadas para um resultado único e um produto final. É lógico, que cada integrante tem capacitações especificas para cumprir sua tarefa e que, geralmente os times são formados por um conjunto de especialistas. Porém, existem algumas situações, que poderiam ser conduzidas de forma colaborativa, como por exemplo:

Rita Rodrigues

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