Revista LiteraLivre Revista LiteraLivre 4ª edição | Seite 50

LiteraLivre nº 4 É assustador! Ruy Ferreira Ubatuba/SP Hoje pela manhã estava cuidando das orquídeas e notei que uma delas está começando a florir. Para os amantes dessa família quando a planta cuidada inicia o processo de reprodução biológica é um momento especial e, ao mesmo tempo, de muita expectativa, pois sempre se espera uma surpresa da natureza. Notei que aquela planta não tinha a plaquinha de identificação, peguei uma em branco, amarrei o barbante e com a caneta de cd comecei a escrever o lugar e o ano em que obtive a planta. Aí fui escrever o nome da orquídea. Eu sei o nome dela, como é mesmo? Caramba. Essa orquídea é aquela que tem o nome parecido com o de uma das minhas tias. Ela é ... Uau! Tem muito dela no mangue daquela praia pequenina, que fica perto do campo de futebol. Como é mesmo o nome daquela praia. Droga. Respirei fundo. Olhei em volta e o nome das outras plantas foi saltando em meu cérebro: gomesa crispa, rodriguezia venusta, epidendrum floribundum, oncidium flexuosum, oncidium raníferum, e o dessa aqui é ... Não é possível, eu sei o nome dela. Essa tem as folhas parecidas com uma vagem, igual ao oncidium ceboletta, lá de Rondonópolis. Na natureza ela dá agarrada em pequenas árvores no mangue ou em lugares muito úmidos. Costuma dar uma touceira que enche de flores brancas. Muitas e muitas flores em cada planta, e são tão bonitas. Como é mesmo o nome dessa orquídea? Lembrei-me de mais um detalhe, ela tem um cheiro delicioso, forte demais. O pessoal daqui chama essa danadinha de “dama da noite” exatamente por cheira tão bem à noite. Puxa vida, lembro até que ao transitar na estrada de 45