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LiteraLivre nº 4
Princesa do Alentejo
Luís Amorim
Oeiras, Portugal
Quando chegou Alentejo
Até lá na distante aldeia
Logo procurou cortejo
De proximidade cheia
Com real princesa
A caminho da ceia
E numa vela acesa
Em coche tão veloz
Que lhe deu certeza
No correr de voz
Atrás dela cantando
E declamando a sós
Então no idealizando
Como seguinte futuro
Que viria caminhando
Ao seu encontro no puro
Romântico par, momento
Sem o vigente muro
Que ainda tinha assento
À de coche, volta
Mas bem na mira intento
Que lhe dera por solta
A liberdade sentida
Qual decisão revolta
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