Revista LiteraLivre Revista LiteraLivre 4ª edição | Page 134

LiteraLivre nº 4 Poema Jardim Niteroi/RJ de ti trago memórias que o tempo cuidou em preservar, voos de ícaros que ainda amanhecem no orvalho da minha sede pela febre do teu corpo que em mim nunca se extinguiu. minhas mãos ainda te buscam ainda que há muito já não te toquem. me perco em minha insensatez colhendo alegorias, ilusões, acorrentado à tua miragem, quimera de deslumbramento dos meus infinitos enganos. à noite, no espelho é o teu rosto que vejo. são para ti as rubras rosas que trago, é por ti que pulsa o sangue em minhas veias, é teu este meu grito mudo. são para os teus peitos este toque dos meus dedos. 129