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LiteraLivre nº 4
Pérolas Adormecidas
Jean Marcel Kreuzberg
São Bento Do Sul/Sc
A noite até parece uma criança. Uma criança cheia de sonhos assim como
a noite em céu aberto cheio de estrelas. O prazer do sonho, a beleza das
estrelas e um conjunto de imaginações que através dos sonhos podem levar às
estrelas, a um lugar desconhecido, desdenhoso até mesmo para os sonhos.
Uma noite passada, uma noite de chuva, de pingo por pingo que assim
como lágrimas caem, o choro do céu em prantos. Se por sofrimento ou alegria
choras sob a chuva, que as lágrimas se misturem e deixem fluir uma chuva de
alegria, lavando toda a alma e suspirando profundo até amanhecer novamente.
Que noite tão singela, com o nevoeiro deixando suspeitas no ar. Suspeitas
de um futuro luar, escondido através da cortina que se espalha e se inflama, e
por mais bela cortina que seja, que vai embora e revela a linda lua cheia e as
estrelas... ah! As estrelas, que sempre sonhas, mas na distância intocável
apenas admira.
Uma noite fechada com um céu obscuro, nuvens que vagam em
pensamento, sem ação ou clamor, que se misturam ao céu tornando-se negro-
brilhantes ao retoque das estrelas e ao som do luar. E que nuvens que trazem
a nova esperança, ao novo mundo um renovado céu impossível de
compreender e até imaginar.
Por todas as noites que sonha, que dorme e desejas em uma longa viagem,
de céus com nuvens que lhe trazem esperança, curando todas as feridas
manchadas. Atende o apelo dos pedidos, de estrelas e luares conspirando a
mais pura imaginação de tornar-se noite novamente no mais profundo sono.
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