LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
J.F.Torres
Bofete/SP
“O gado do meu pai!”
Personagem no. 1: O Padre Sertanejo
Personagem no. 2: “Joãozinho, filho do fazendeiro!”
Em alguns recantos longínquos do antigo sertão, era muito comum, os
verdadeiros
“missionários’,
envergando
suas
batinas
pretas,
atravessarem
grandes distância, levando a paz e a consolação aos mais necessitados. Isso,
encaravam mesmo como missão de ofício. Luiz Gonzaga, cantou-os em algumas
de suas lindas melodias!
Encaravam Sol, suportavam chuva, vento, cara boa, cara feia, sem
desanimar e sem titubear, tudo em nome do bem e em cumprimento de uma
sagrada missão e obviamente, eram afrontados pelas situações, mais inusitadas
possível. Para testar sua paciência e sua fé!
Com o padre (padre Bento, era seu nome) não fora diferente, porque os
padres no sertão, eram respeitados como verdadeiros representantes divinos na
Terra e gozavam de toda boa vontade da comunidade por onde passavam. Um
cafezinho aqui, um almoço ali, uma janta acolá, etc.
Ora, era temporada de chuva, coisa bastante rara por aquelas paragens, o
que não é e nem era novidade para ninguém, porém, naquele inverno em
particular, chovera bastante!
Meses antes o padre Bento, tinha passado por aquele mesmo local, estava
tudo seco, razão pela qual,
não conseguia reconhecer a sua trajetória feita
anteriormente, devido ao crescimento das plantas, das árvores também!
O rio, então, não conseguia recordar mesmo. Para sua salvação, ali sentado
observando, havia um moleque aparentando se muito, 12 anos de idade,
assoviando e brincando com um galho!
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