LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
Enquanto as turmas pesquisavam, o terceiro ano já produzia a música,
escutando as histórias que Renato contava sobre o lugar. Pedro, percebeu a
diferente organização daquele grupo e ficou azogado, porque queria vencer a
todo custo. Espiando mais de perto, descobriu que o menino que usava
alpercatas era o responsável pela agilidade...
Tic-tac-tic-tac-tic-tac e o dia tão esperado chegou. A ordem das
apresentações foi decidida por sorteio e a turma de Viçosa seria a última e
cantar.
O coco estava na ponta da língua de toda a classe e embalados pelos passos
e pisadas cantaram:
Do amor nasce uma cachoeira/Da dor duas serras
Da fuga uma coiteira/Da morte chancelas
Na natureza eu brinco/Com a liberdade de Zumbi
O sol é meu zinco/Os campos estão todos ali
Não quero jogar/nem curti de longe
quero sim navegar/mas nadando aos monte!
Armaria! Foi o bastante para levar toda a escola à Viçosa… O piquenique foi
carregado em caçuás até a Serra Dois Irmãos. Pedro foi o primeiro a tirar o tênis
e pular na cachoeira, molhando a todos com o buraco que fez na água. Em um
pega-pega diferente os grupos foram desafiados a colher as frutas para o lanche.
As aves faziam o som da festança e os celulares, aaaahhhh os celulares?!
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