LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
Tenta em vão se comunicar
Mas o que ouço é só um rangido
Que faz a porta ao empurrar.
Entro, olho para o recinto
As camas, o guarda-roupa
Tudo o mais acomodado;
A poeira no chão,
A teia de aranha no telhado
A janela semi — aberta
Que com o tempo
Não fecha direito.
A televisão tão muda
No cantinho a esperar.
E a poltrona tão gelada
Quase chego a arrepiar
Oh! Meu Deus!!!
O que é isto?
Até quando vou aguentar?
Se a saudade é dolorida
O que eu sinto é de amargar
Ver a casa assim é tão esquisito
Quase me obriga a voltar!...
Mas do que me adianta
Se tenho de continuar
A vida não é um mar de rosas
Mas um dia pode melhorar.
A esperança é a última que morre
E enquanto tiver vida
Por ela pode esperar
Sei que a vida é assim
Quando menos se espera
Algo pode acontecer
E a tristeza que em mim destila,
Pode um dia desaparecer
E a alegria que se escondia
Pode então aparecer.
E a felicidade que estava tão desligada
Minha amiga vai ter que ser
E aquela por quem espero
Ainda vai me pertencer
E aquela casa que tanto dá calafrios
Vai ficar limpa e se aquecer
E a saudade vai embora para sempre
E feliz da vida, vamos viver!
Site do livro: http://www.arestituicaodoamor.visaoespiritual.com.br
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