Revista LiteraLivre 19ª edição | Page 157

LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020 Tenta em vão se comunicar Mas o que ouço é só um rangido Que faz a porta ao empurrar. Entro, olho para o recinto As camas, o guarda-roupa Tudo o mais acomodado; A poeira no chão, A teia de aranha no telhado A janela semi — aberta Que com o tempo Não fecha direito. A televisão tão muda No cantinho a esperar. E a poltrona tão gelada Quase chego a arrepiar Oh! Meu Deus!!! O que é isto? Até quando vou aguentar? Se a saudade é dolorida O que eu sinto é de amargar Ver a casa assim é tão esquisito Quase me obriga a voltar!... Mas do que me adianta Se tenho de continuar A vida não é um mar de rosas Mas um dia pode melhorar. A esperança é a última que morre E enquanto tiver vida Por ela pode esperar Sei que a vida é assim Quando menos se espera Algo pode acontecer E a tristeza que em mim destila, Pode um dia desaparecer E a alegria que se escondia Pode então aparecer. E a felicidade que estava tão desligada Minha amiga vai ter que ser E aquela por quem espero Ainda vai me pertencer E aquela casa que tanto dá calafrios Vai ficar limpa e se aquecer E a saudade vai embora para sempre E feliz da vida, vamos viver! Site do livro: http://www.arestituicaodoamor.visaoespiritual.com.br [154]