LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
individual/coletiva, pois estes escritos,
fazem o resgate do passado, das
lembranças, ou seja, a escrita é
retrospectiva, e também seletiva, já que
o autor seleciona os fatos vividos a
serem contados.
Narrativas
confessionais
têm
predominantemente o uso do pronome
pessoal “eu”, logo, esta é a terceira
característica que elencamos para o
estilo. Então, o estilo confessional é
conhecido como a literatura do “eu”. O
registro do pronome pessoal já imprime
o teor intimista e também delimita o
campo da confissão.
O confessionalismo é um gênero de
grande intensidade, em que as palavras
ganham uma força que transcende o
romance e perpassa a condição de
leitor/crítico para leitor/ouvinte. O leitor
é empoderado nesse gênero e seu papel
é ler/ouvir o escritor e absolvê-lo de
suas falhas ou apenas compreendê-
lo. A relação entre público e privado
neste gênero é uma linha muito
tênue e quase inexistente, pois a vida
na sua forma mais “crua” é o que
interessa ao leitor.
Vemos, portanto, que Sylvia Plath
contribuiu
para
o
gênero
confessionalismo através de sua
escrita forte, pessoal e reveladora. A
autora expôs sua vida de forma
singular e criou um espaço de mística
e respeito por sua escrita, que
somente fortificou o movimento. A
Redoma de Vidro poderia ser o seu
renascimento para uma nova vida,
que jamais saberemos, porém o que
é certo, é que sua escrita simbólica,
profunda
e
intensa
a
tornou
grandiosa na literatura.
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