LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Fernanda Rodrigues
Russas/CE
Sylvia Plath e o Gênero Confessionalismo
A escritora e poetisa Sylvia Plath
nasceu em Boston, Massachusetts, nos
Estados Unidos, no ano de 1932, filha de
Aurelia Schober Plath e de Otto Emil
Plath. Nas décadas de 1960 e 1970
encontram-se as maiores publicações de
Plath. Creditada como uma das que
seguiram e deram visibilidade ao estilo
confessional, juntamente com Anne
Sexton, sua obra foi influenciada por
Robert Lowell, logo após a autora
participar de seus seminários e ser
exposta as temáticas do escritor.
A
necessidade
de
expurgar
vivências traumáticas e frustrações não
superadas é a força motriz do estilo
confessional, temos a escrita com
características terapêuticas. Sylvia Plath
escreveu
sobre
suicídio,
morte,
sexualidade
feminina,
casamento,
dentre outros assuntos, muitas vezes,
essencialmente feministas.
Plath ao conviver diretamente com
Lowell, absorveu muito de sua temática
e a adequou de acordo com sua
intenção estilística e sua necessidade
feminina, no que tange as questões do
movimento feminista. No decorrer de
sua breve vida, a autora escreveu
incessantemente sobre sua fragilidade
mental, de maneira detalhada no seu
único romance, ela explica o processo
[87]
gradativo que a levou para um
hospital psiquiátrico.
Sua
produção
literária,
intensificada no final de sua vida, é
visivelmente uma expurgação de
sentimentos,
olhando
pelo
viés
biográfico, onde Plath busca renascer
a cada texto. A literatura lhe permitia
viver as vidas que ela queria e morrer
simbolicamente, para em seguida,
renascer
livre
de
suas
dores
passadas.
A narrativa de A Redoma de
vidro (único romance de Sylvia Plath)
gira em torno da história da jovem
estudante, Esther Greenwood e inicia
com seu estágio em uma revista
feminina em Nova Iorque. Por não
sentir empolgação com a cidade
grande, como as suas colegas
sentiam, a jovem volta para sua casa
desestimulada. Logo ao chegar,
Esther recebe a notícia de que não foi
aceita em um curso de redação e
começa a pensar no que fará quando
concluir a faculdade, já que nenhuma
das opções que são apresentadas lhe
agradam,
como:
casamento,
maternidade ou carreiras tipicamente
femininas. Gradativamente, Esther
vai sentindo-se deprimida, presa no
que ela define como uma redoma de
vidro.