LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
- Olha, Mário, não estou interessada no teu código nem em ti. Se tens
perguntas, por favor coloca-as ao professor. Tu és programador, eu não, e estou
aqui para aprender o que é lecionado e não para derivações de alemão incorreto.
Não percebo para que pretendes a nacionalidade alemã, pois és cidadão da União
Europeia; o teu propósito parece-me provinciano, mas essa é uma escolha tua.
Não me chateies mais; a tua pronúncia fere-me os ouvidos. Afasta-te, e só te
direi isto uma vez.
O professor quedava-se boquiaberto perante esta cena. Em geral, sou
bastante plácida, e o meu destempero surpreende sempre quem não me conhece
bem. No entanto, acorreu em minha defesa quase de imediato:
-Sim, Mário, é a mim que deve colocar questões, e por favor faça o mesmo
que estamos a fazer e não outra coisa qualquer. Hoje, vamos programar o botão
de saída.
Com afã, os meus dedos selecionaram o botão em modo design e, no código,
esmerei-me para exprimir o que pretendia:
String X Resp;
XResp=Convert.ToString (MessageBox.Show (“Quer mesmo aturar este
idiota
ou
sair
daqui?”,
“Atenção!,
MessageBoxButtons.YesNo,
MessageBoxIcon.Question);
if (Xresp==” Yes”)
this.Close;
else
Intenso era o meu interesse pelo C xarpe; homens-Mário apenas me
repugnavam. Entristecia-me saber que o mundo estava cheio deles.
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