Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 248

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 - Olha, Mário, não estou interessada no teu código nem em ti. Se tens perguntas, por favor coloca-as ao professor. Tu és programador, eu não, e estou aqui para aprender o que é lecionado e não para derivações de alemão incorreto. Não percebo para que pretendes a nacionalidade alemã, pois és cidadão da União Europeia; o teu propósito parece-me provinciano, mas essa é uma escolha tua. Não me chateies mais; a tua pronúncia fere-me os ouvidos. Afasta-te, e só te direi isto uma vez. O professor quedava-se boquiaberto perante esta cena. Em geral, sou bastante plácida, e o meu destempero surpreende sempre quem não me conhece bem. No entanto, acorreu em minha defesa quase de imediato: -Sim, Mário, é a mim que deve colocar questões, e por favor faça o mesmo que estamos a fazer e não outra coisa qualquer. Hoje, vamos programar o botão de saída. Com afã, os meus dedos selecionaram o botão em modo design e, no código, esmerei-me para exprimir o que pretendia: String X Resp; XResp=Convert.ToString (MessageBox.Show (“Quer mesmo aturar este idiota ou sair daqui?”, “Atenção!, MessageBoxButtons.YesNo, MessageBoxIcon.Question); if (Xresp==” Yes”) this.Close; else Intenso era o meu interesse pelo C xarpe; homens-Mário apenas me repugnavam. Entristecia-me saber que o mundo estava cheio deles. [245]