Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 216

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 decidida, ela só faz o que quer, com quem tiver a graça de alcançá-la. É um livro místico que somente a alguns é dado lê-la. Eu sou um que sabe. Queria ser um peixe para em seu límpido aquário mergulhar. Entre borbulhas de amor, mexer naqueles cabelos, tentar encontrar sua alma. Desfrutar aquele corpo moreno, moreno que enlouquece. Costurar juntos o caminho que leva ao ápice, sem pressa, sem susto. E com muito, muito prazer. Antes, durante e depois, com ela, a viagem do amor e sexo dispensa drogas e Rock N Roll. Mas costumávamos tomar um vinho e ouvir músicas de Gibsy Kings e Maná, Elis, Guns, Queen. Trilha sonora ajuda e ilumina aqueles olhos, aquelas curvas e tudo o mais que a natureza deu à minha deusa e senhora. Não sei porque insisto tanto em te querer. Talvez por sermos cúmplices e culpados no exato instante em que teu corpo toca o meu. Gatinha, hoje só acredito no pulsar das minhas veias. Sou o tipo de homem que também chora, menina morena, também deseja colo, palavras amenas. O homem que precisa de carinho, precisa de ternura. Não quero amor escondido, deixo aflorar o desejo claro e preciso, quem pode ocultar? Tento te esquecer, digo que não sei se vou voltar. Mas nada prende mais que um carinho. Vou sempre te procurar. Meu pensamento voa no vento, vai bem depressa e corre pra ti. Vai, pensamento, conta pra ela meu sofrimento. Se passo um dia sem teu carinho, sou pássaro novo longe do ninho, sem força pra voar. Beijo apaixonado no coração! [213]