LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
decidida, ela só faz o que quer, com quem tiver a graça de alcançá-la. É um livro
místico que somente a alguns é dado lê-la. Eu sou um que sabe.
Queria ser um peixe para em seu límpido aquário mergulhar. Entre borbulhas
de amor, mexer naqueles cabelos, tentar encontrar sua alma. Desfrutar aquele
corpo moreno, moreno que enlouquece. Costurar juntos o caminho que leva ao
ápice, sem pressa, sem susto. E com muito, muito prazer. Antes, durante e
depois, com ela, a viagem do amor e sexo dispensa drogas e Rock N Roll. Mas
costumávamos tomar um vinho e ouvir músicas de Gibsy Kings e Maná, Elis,
Guns, Queen. Trilha sonora ajuda e ilumina aqueles olhos, aquelas curvas e tudo
o mais que a natureza deu à minha deusa e senhora.
Não sei porque insisto tanto em te querer. Talvez por sermos cúmplices e
culpados no exato instante em que teu corpo toca o meu. Gatinha, hoje só
acredito no pulsar das minhas veias. Sou o tipo de homem que também chora,
menina morena, também deseja colo, palavras amenas. O homem que precisa
de carinho, precisa de ternura. Não quero amor escondido, deixo aflorar o desejo
claro e preciso, quem pode ocultar? Tento te esquecer, digo que não sei se vou
voltar. Mas nada prende mais que um carinho. Vou sempre te procurar. Meu
pensamento voa no vento, vai bem depressa e corre pra ti. Vai, pensamento,
conta pra ela meu sofrimento. Se passo um dia sem teu carinho, sou pássaro
novo longe do ninho, sem força pra voar.
Beijo apaixonado no coração!
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