LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Raimundo Nogueira Soares
Curitiba/PR
Amor, sexo e paixão
O título é talvez o mais pretensioso desta minha curta carreira de contador de
histórias e divulgador de pensamentos alheios. Mas não é culpa deste que vos
escreve. A ideia é de um gaiato que, vendo-me feliz com o resultado das minhas
postagens no face, fez-me um desafio: quero ver você escrevendo sobre o amor,
a ternura, a paixão, o sexo, o rock e outras coisas que todo mundo gosta, mas
demora a admitir. Como não fujo à raia, resolvi aceitar a tarefa. Mais para livrar-
me do amigo do que por crer-me conhecedor de artes e sentimentos tão nobres
e complexos. Preferi, pois, fazer aqui um exercício e uma homenagem, uma
ficção, pra falar a verdade. Baseada em fatos e pessoas reais, para não perder o
costume.
Deu-se que o poeta a reencontrou em uma de suas viagens de trabalho.
Parecia a mesma, aquela que tinha 20 anos quando ele tinha 27. Aquela que
jamais aceitava um 0x0 e batalhava pelo 2x2, pelo 3x3. Enfim, Djavan pode
explicar melhor esses placares. O certo é que ela ainda joga muito bem esse jogo
e o homem não quis perder a nova chance. Foi com ela onde ela mandou. E foi
uma viagem tão viagem que, hoje, agora, por volta de 01 hora e vinte minutos
de um domingo, insiste em fazer tributo à mulher mais maravilhosa que já
existiu na face da Terra. Ou, pelo menos, na face sul deste Brasil inzoneiro.
Mistura bem brasileira, filha de um negro e de uma loira alemã. Cabelo que
com pouca coisa ondeia, e que relampeia. Muitos a desejaram, poucos a tiveram.
Maravilha de fêmea, sem vergonha de aprender como se goza. Ela aprendeu,
hoje dá aulas. Os outros homens não a compreenderam, relaxaram, esnobaram,
e a perderam. Pudera! Naquele corpo moreno que enlouquece, não mora uma
mulher, habita a deusa. Linda, mais que demais, ela é uma delícia, mais
estupenda que a Márcia, mais ardente que a Patrícia. E muito séria, forte,
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