LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Maria Apparecida S. Coquemala
Itararé/SP
A chaminé
Era sempre noite de Natal,
quando Papai Noel aparecia de repente,
festivo, saco às costas, cheio de presentes,
descarado, informando, descera pela chaminé.
Fato surpreendente, pois em nossa casa,
nem chaminé havia.
Aquela mágica figura adivinhava meus desejos,
trazia boneca e bicicleta, pianinho,
pulseiras, até um peixinho vivo.
Papai Noel era o melhor papai do mundo.
Volta todo ano a minha casa,
não mais, porém, à minha alma de criança,
Papai Noel se transformou
e se transformaram meus presentes,
já não me traz, boneca e bicicleta, bichinhos...
Aquele Papai Noel sumiu na chaminé
deixando um rastro de lembranças.
Lembrá-lo me enche de saudade
dos Natais de minha já longínqua infância,
Mas,saudade mesclada à alegria
por terem sido como foram:
inesquecíveis.
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