Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 182

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 Marcelo Lazdenas Votorantim/SP Dancemos Dancemos, então, tu e eu, Quando o sol poente estiver sumindo, Selene percorrerá o céu de mansinho, Atraindo amantes para as ruas, O luar indicará os caminhos Onde enfim nos encontraremos. Entre árvores, a brisa fresca, Onde ninfas repousam num tronco. Nas águas de margens pacíficas, Cantará uma Náiade sozinha. A noite evocará nomes perdidos. A areia retornará ao topo. Dancemos, então, tu e eu, Quando houver novas flores e cheiros, Outros frutos de pomares vizinhos, Rubras maçãs em palitos. Jovens deixarão seus lares Para uma volta de roda-gigante. De longe, ecoará o sino, O silvo da locomotiva se perdendo, As folhas se agitando ao vento. A noite espera sem pressa, Como um velho no ponto de ônibus. A lua e canções sentimentais. Dancemos, então, tu e eu, Ao som da valsa no meu carro, Sob a copa de uma árvore frondosa. Estarei te esperando novamente Para outros doces passos, Dancemos, então, uma nova vez. [179]