LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Marcelo Lazdenas
Votorantim/SP
Dancemos
Dancemos, então, tu e eu,
Quando o sol poente estiver sumindo,
Selene percorrerá o céu de mansinho,
Atraindo amantes para as ruas,
O luar indicará os caminhos
Onde enfim nos encontraremos.
Entre árvores, a brisa fresca,
Onde ninfas repousam num tronco.
Nas águas de margens pacíficas,
Cantará uma Náiade sozinha.
A noite evocará nomes perdidos.
A areia retornará ao topo.
Dancemos, então, tu e eu,
Quando houver novas flores e cheiros,
Outros frutos de pomares vizinhos,
Rubras maçãs em palitos.
Jovens deixarão seus lares
Para uma volta de roda-gigante.
De longe, ecoará o sino,
O silvo da locomotiva se perdendo,
As folhas se agitando ao vento.
A noite espera sem pressa,
Como um velho no ponto de ônibus.
A lua e canções sentimentais.
Dancemos, então, tu e eu,
Ao som da valsa no meu carro,
Sob a copa de uma árvore frondosa.
Estarei te esperando novamente
Para outros doces passos,
Dancemos, então, uma nova vez.
[179]