LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Luiza Moura de Souza Azevedo
Feira de Santana/BA
O Acaso ou o escrito?
Pensar sobre o destino nos faz viajar sobre diversas possibilidades. Do latim
Destinare é fixar, afirmar, estabelecer. Então destino fica entendido como algo
que já está estabelecido para alguém, independente da vontade. Desse modo nos
faz refletir entre “o acaso” e “o escrito”. Será mesmo que as coisas podem
acontecer por acaso ou os nossos atos são sempre orquestrados? Essas dúvidas
sempre irão existir e acredito inclusive que isso dá um sabor a mais à vida, o
mistério. Por essa mesma razão, caro leitor, conto essa história sem me
preocupar com nomes, até porque poderia facilmente representar um momento
da vida de qualquer um de nós a qualquer instante.
Os protagonistas dessa história se encontraram, ou reencontraram, isso
depende muito da crença de cada um, em uma noite de sexta-feira, não que não
pudesse ser outro dia, mas é interessante destacar porque as quartas-feiras
eram vistas por ambos como um dia para “emoções superficiais”, coisas que só
eles entendiam. Mas enfim, seja como for, foi nesse dia sob a luz das estrelas
refletida sob o azul do mar que os olhares dos dois se cruzaram. Tenho certeza
de que havia algo a mais nesse cenário, mas parece que quando os dois ficaram
frente a frente todo o resto era mero detalhe e quase imperceptível. Só se notava
o infinito das estrelas a mar.
Ela que parecia tão frágil e delicada escondia uma força gigantesca dentro de
si, com aqueles olhos que sorriam por si só e que desviavam sempre tomados
por grande timidez e medo. Ele que parecia tão forte e sisudo escondia uma
fragilidade que poucos conheciam, sempre disfarçada por grandes olhos que nem
piscavam, como dos pandas. E foi assim que ambos conseguiram ler a alma um
do outro. Uma conexão profunda e indescritível. O beijo e o toque aconteceram
quase que instantaneamente, não tinha mais como ser diferente. As bocas foram
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