LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
contados, assim mesmo se antecipava. Muita gente perguntou o que iria
acontecer com os tijolos que acompanhavam caminho fora pela aldeia acima,
pois que não seria habitual puxar carrinho de mão com esse material em
quantidade vistosa que não numerosa. «Para uma construção realmente
pequena», «Muro improvisado» ou desculpa outra de ocasião que no entretanto
surgia. Mal se chegou ao terreno, a horta já estava impaciente pelo «Mãos à
obra» e depois de colocados e tapados os diversos tijolos com massa
alegremente mexida e justiceiramente aplicada, água por vezes colorida nas suas
tonalidades cessação teve por imediata. Tempos volvidos em semanas algumas e
carta de multa ainda bem escondida apesar de muita, quase toda a freguesia
olhar para o recipiente feito caixa de correio, sem imaginar o seu impiedoso
conteúdo, pensou-se bem ou mal por ali, que utilização de casa pontualmente
afinal se residia, pelo menos nessa fase. E foi precisa em mente directa quando
residência finalmente se verificava com o vizinho do cano ilegal mais a sua
família, que se assistiu sem diferido algum ao rebentar à porta de casa, do cano
por óbvia dedução, numa clandestina pia ou algo similar mesmo defronte entrada
de cozinha, no terreiro, provocando ligeira inundação, também com a supervisão
factual do tal delegado mesmo acabado de chegar no seu ainda maior regozijo de
ocasião e que vinha saber porque a multa não havia sido paga e se corrigir de
situação fora autenticidade durante a sua ausência. «Está a ser tratado, bem
vejo. Mas como ainda não foi resolvido irei passar, agora bem mais severa, uma
nova multa!»
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