Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 166

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 contados, assim mesmo se antecipava. Muita gente perguntou o que iria acontecer com os tijolos que acompanhavam caminho fora pela aldeia acima, pois que não seria habitual puxar carrinho de mão com esse material em quantidade vistosa que não numerosa. «Para uma construção realmente pequena», «Muro improvisado» ou desculpa outra de ocasião que no entretanto surgia. Mal se chegou ao terreno, a horta já estava impaciente pelo «Mãos à obra» e depois de colocados e tapados os diversos tijolos com massa alegremente mexida e justiceiramente aplicada, água por vezes colorida nas suas tonalidades cessação teve por imediata. Tempos volvidos em semanas algumas e carta de multa ainda bem escondida apesar de muita, quase toda a freguesia olhar para o recipiente feito caixa de correio, sem imaginar o seu impiedoso conteúdo, pensou-se bem ou mal por ali, que utilização de casa pontualmente afinal se residia, pelo menos nessa fase. E foi precisa em mente directa quando residência finalmente se verificava com o vizinho do cano ilegal mais a sua família, que se assistiu sem diferido algum ao rebentar à porta de casa, do cano por óbvia dedução, numa clandestina pia ou algo similar mesmo defronte entrada de cozinha, no terreiro, provocando ligeira inundação, também com a supervisão factual do tal delegado mesmo acabado de chegar no seu ainda maior regozijo de ocasião e que vinha saber porque a multa não havia sido paga e se corrigir de situação fora autenticidade durante a sua ausência. «Está a ser tratado, bem vejo. Mas como ainda não foi resolvido irei passar, agora bem mais severa, uma nova multa!» https://www.facebook.com/luisamorimeditions [163]