LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
irradiado pela tamanha beleza daquela indiazinha linda por natureza – uma
verdadeira ninfeta selvagem e irresistivelmente sedutora, o que sem delonga
aquele jovem e bravo nativo de matas virgens daqueles arredores, assim do nada
esbouçou o que aprendera com sua velha mãe ainda criança, que a mulher é
para ser tratada com carinho, ternura e muito amor...
E completamente apaixonado e tomado por um sentimento que deixara
visivelmente estampado a bel prazer em seu olhar de homem selvagem e viril,
ele ficara ali estático e medindo aquela indiazinha linda da cabeça aos pés. Por
sua vez, a morena virgem guerreira largou de si o arco e a uiraçaba, não
hesitando mais a correr para os braços daquele intrépido homenzinho selvagem e
guerreiro, arrependida do susto que causara ao seu belo cortejador.
As mãos
ágeis que podiam ferir, logo também complacentemente podiam estancar o
sangue que supostamente gotejaria do corpo dele. Depois ainda a imaginar,
Guaçirana não
demora e se livra da flecha imaginariamente assassina,
oferecendo o pedaço que sobrara com a ponta virada ao jovem valente e
corajoso, que tinha num piscar de olhos a conquistado e que tanto a
entusiasmou. ― Venha comigo, menina arisca, e traga a flecha da paz! – disse
o jovenzinho guerreiro.
― Donde vieste a estas bandas, que testemunharam
quão cortês e cativante és tu! –
Admoestou
a sedutora índia Guaçirana. ―
Venho de muito longe, minha brava indiazinha, rainha das florestas. ― Sou pra
lá das terras de teus ancestrais dos UIRAÇABAS!!!!! ― Seja bem vindo ó
estrangeiro! ― ao seio dos Uiraçabas, senhores das aldeias, e principalmente à
maloca de Muahbbi Nehquém, meu honrado pai.
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