Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 126

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 irradiado pela tamanha beleza daquela indiazinha linda por natureza – uma verdadeira ninfeta selvagem e irresistivelmente sedutora, o que sem delonga aquele jovem e bravo nativo de matas virgens daqueles arredores, assim do nada esbouçou o que aprendera com sua velha mãe ainda criança, que a mulher é para ser tratada com carinho, ternura e muito amor... E completamente apaixonado e tomado por um sentimento que deixara visivelmente estampado a bel prazer em seu olhar de homem selvagem e viril, ele ficara ali estático e medindo aquela indiazinha linda da cabeça aos pés. Por sua vez, a morena virgem guerreira largou de si o arco e a uiraçaba, não hesitando mais a correr para os braços daquele intrépido homenzinho selvagem e guerreiro, arrependida do susto que causara ao seu belo cortejador. As mãos ágeis que podiam ferir, logo também complacentemente podiam estancar o sangue que supostamente gotejaria do corpo dele. Depois ainda a imaginar, Guaçirana não demora e se livra da flecha imaginariamente assassina, oferecendo o pedaço que sobrara com a ponta virada ao jovem valente e corajoso, que tinha num piscar de olhos a conquistado e que tanto a entusiasmou. ― Venha comigo, menina arisca, e traga a flecha da paz! – disse o jovenzinho guerreiro. ― Donde vieste a estas bandas, que testemunharam quão cortês e cativante és tu! – Admoestou a sedutora índia Guaçirana. ― Venho de muito longe, minha brava indiazinha, rainha das florestas. ― Sou pra lá das terras de teus ancestrais dos UIRAÇABAS!!!!! ― Seja bem vindo ó estrangeiro! ― ao seio dos Uiraçabas, senhores das aldeias, e principalmente à maloca de Muahbbi Nehquém, meu honrado pai. [123]